Brasília – Iniciativa de maior sucesso do governo lançado para socorrer as empresas que mais sofreram o baque da crise provocada pela pandemia de covid-19, o Pronampe (Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), que ganhou popularidade entre os empreendedores por conta do juro baixo, terá uma terceira fase.

Depois de já ter liberado R$ 32 bilhões em crédito, distribuídos para 465 mil micros e pequenas empresas, a próxima fase será aberta com o remanejamento de recursos de outro programa lançado no contexto da crise, o Pese (Programa Emergencial de Suporte a Empregos). As informações são do Estadão.

O assunto vinha sendo debatido dentro da Sepec (Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade) do Ministério da Economia e o plano é que até a próxima semana a proposta seja encaminhada ao Congresso.

Segundo a subsecretária de Desenvolvimento de Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato da pasta, Antônia Tallarida, a nova fase será “turbinada”, já que a proposta incluirá uma mudança que permitirá maior alavancagem dos recursos, aumentando assim o dinheiro direcionado ao programa.

Com isso, os R$ 10 bilhões que virão do Pese permitirão que a terceira fase do Pronampe tenha um potencial de alcançar R$ 33 bilhões.

Segundo Antônia, uma das críticas recebidas em relação ao Pese era de que a alavancagem permitida com a garantia prestada pelo FGO (Fundo de Garantia de Operações) era muito baixa. Nas outras fases, a garantia foi de 85%, que agora passará para 30%, elevando o volume disponibilizado pelo Pronampe.

O Pronampe recebeu alta demanda tendo uma das razões os juros baixos, já que para liberar esse crédito os bancos não precisaram de muito requisito de capital. Agora, para a nova fase, Antônia afirma que haverá um ajuste na ponderação de risco para o desenho final ser concluído. Os juros, assim, podem ser um pouco maiores do que nas fases prévias. O que não muda é que o dinheiro do programa deve ser utilizado pelas empresas que acessarem a linha até o dia 31 de dezembro.

BNDES: empresas podem pedir suspensão de pagamentos

 

O BNDES anunciou nessa terça-feira que vai fazer uma nova rodada de suspensão temporária de pagamentos de empréstimos contratados do banco por empresas de determinados setores e microempreendedores em operações de microcrédito, além de estados e municípios com operações automáticas contratadas com ele por meio de instituições financeiras parceiras.

Segundo o banco, a medida visa dar alívio aos negócios mais afetados pela crise da pandemia de coronavírus, e o valor total das parcelas suspensas poderá superar R$ 2 bilhões.

A medida atualiza a anterior autorizada pelo BNDES, que suspendeu R$ 12,4 bilhões em pagamentos, beneficiando 29 mil empresas onde trabalham quase 2 milhões de pessoas. Também beneficiou 56 estados e municípios, que tiveram seus pagamentos de financiamentos suspensos no valor de R$ 3,9 bilhões, de acordo com dados do BNDES.