Projeto mapeia ruptura em curso na indústria brasileira

Rio de Janeiro – Sete tecnologias já têm impactos disruptivos (de ruptura, interrupção do curso normal de um processo) em sistemas produtivos estratégicos da indústria brasileira. São eles: inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), produção inteligente e conectada, materiais avançados, nanotecnologia, biotecnologia e armazenamento de energia, que vêm provocando mudanças significativas em modelos de negócio, padrões de concorrência e em estruturas de mercado para os setores de agroindústria, química, petróleo e gás, bens de capital, automotivo, aeroespacial e defesa, tecnologia da informação e comunicação, bens de consumo e farmacêutico.

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A análise é do estudo inédito divulgado ontem pelo Projeto Indústria 2027, iniciativa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e do IEL (Instituto Euvaldo Lodi), com execução técnica dos institutos de economia da URFJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Na primeira fase do projeto, cerca de 40 pesquisadores brasileiros e estrangeiros identificaram e analisaram oito tecnologias de alta relevância para a indústria nacional e mundial e o potencial de impacto para dez setores produtivos brasileiros. A próxima etapa, divulgada até o início do ano que vem, consistirá no detalhamento dos impactos para cada setor.

Para o superintendente nacional do IEL, Paulo Mól, o estudo será determinante para a formulação de políticas públicas e estratégias para que a indústria brasileira retome o caminho do crescimento de maneira sustentável. “Um estudo com essa magnitude e detalhamento é inédito no Brasil e servirá para desenhar uma estratégia para o país. Esta é uma agenda imprescindível para a retomada do crescimento, a modernização da indústria e a competitividade da nossa economia”, afirma.

Novos materiais

Até o momento, a inovação disruptiva em curso na maior quantidade de setores (química, petróleo e gás, aeroespacial e bens de consumo) são os materiais avançados – novos insumos que permitem o desenvolvimento de produtos inéditos, como itens de vestuário com propriedades de alto desempenho; medicamentos com liberação controlada, materiais para impressão 3D e abertura de novos mercados, como biorrefinaria.

A biotecnologia vem em segundo lugar com impactos atuais em três setores – químico, farmacêutico e agro. Na agroindústria, por exemplo, a tecnologia tem sido usada para aumentar a resistência das plantações às pragas e aumentar a produtividade de rebanhos leiteiros. A promessa é de que a tecnologia poderá levar à customização da produção agrícola.

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