Cascavel – O final da tarde e início da noite da última quarta-feira (6) foi marcada por fortes chuvas, rajadas de ventos e trovões em Cascavel e região. E raios! A reportagem do O Paraná entrou em contato com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) e, de acordo com o meteorologista Samuel Braun, 109 raios atingiram o solo cascavelense, além daqueles que ocorrem entre nuvens. O vento chegou perto dos 45 km/h e a cidade registrou “bem-vindos” 34,6 milímetros de chuva.

“O local mais seguro é um abrigo, uma casa, um edifício, até mesmo dentro de um automóvel”, orienta o meteorologista do Simepar em relação a ocorrência de raios. Braun, relatou que a maioria das mortes ocorre embaixo de árvores, pois elas são locais propícios a serem atingidos. Para o final de semana, a previsão para Cascavel e região e de mais chuvas. A previsão aponta 73,8 milímetros acumulados, entre hoje, sábado (9) e domingo (10).

No final da semana passada, conforme a Sanepar, foram registrados mais de 200 milímetros de água entre sexta e domingo, o que determinou o fechamento do registro de captação do Lago Municipal de Cascavel, que tinha sendo utilizado para complementar o abastecimento da cidade, o que não ocorria desde agosto.

 

Ventos e granizo

Em Cascavel, a Defesa Civil registrou pelo menos 40 ocorrências de solicitação de auxílio desde que as chuvas começaram na sexta-feira (1º) até quarta-feira (6), dia que registrou 13 atendimentos em razão da ocorrência de granizo. De acordo com Marcio Ribeiro, coordenador da Defesa Civil, os chamados foram para entrega de lonas em razão de telhas quebradas ou deslocadas, e ainda calhas e rufos entupidos que provocam acumulo de água nos telhados e, por consequência, infiltração nas paredes, goteiras em forros e lajes.

“Além de danificar os bens materiais, o piso fica molhado e escorregadio, o que pode provocar quedas que geram contusões e fraturas, principalmente em crianças e idosos. A Defesa Civil de Cascavel está em alerta e aumentou sua atenção nestes dias de chuva para oferecer um melhor pronto atendimento”, diz Marcio.

Em caso de emergência, a população deve ligar para o Corpo de Bombeiros no telefone 193, para a Defesa Civil no telefone 199 ou para a Central de Monitoramento do Município de Cascavel pelo telefone 153. (Redação – Paulo Eduardo)

Foto: Celso Dias

 

Cidades do Oeste e Sudoeste seguem em rodízio

A Sanepar informou que as cidades de Céu Azul, Pranchita e Santo Antônio do Sudoeste seguem com rodízio no abastecimento. Apesar das chuvas dos últimos dias, estes municípios são abastecidos por mananciais subterrâneos (poços), que demoram mais tempo para recuperarem a vazão.

“O processo é muito mais lento em relação aos mananciais superficiais. Para se ter uma ideia, há poços que não conseguiram recuperar a vazão desde 2019”, explica Angela Maria Pagot Dudczak, assessora de imprensa da Sanepar. Desta forma, a recomendação continua sendo evitar o desperdício de água, mesmo nos locais onde as chuvas ajudaram a normalizar o abastecimento.

Chuvas continuam trazendo alívio à agricultura do Paraná

De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, preparado pelos técnicos do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, no Paraná as chuvas retornaram em boa parte das regiões produtoras.

No caso da soja, ainda que o solo bastante úmido possa dificultar a movimentação do maquinário na lavoura, o avanço no plantio já pode ser percebido. Na semana passada, o levantamento dos técnicos apontava semeadura em 407 mil hectares, o que representava 7% do total de área estimada na safra 2021/22. Agora, as sementes estão distribuídas em pelo menos 918 mil hectares, ou 16% da área.

No caso do feijão, o boletim de conjuntura da semana passada apresentava plantio em 37% da área estimada, ou 52 mil hectares. No desta semana, também em função da chegada da chuva, avançou-se para 78 mil hectares, o que representa 56% da área, e cresce a expectativa de que a safra seja boa.

O plantio do milho de primeira safra está em 75% da área estimada para o ciclo 2021/22, preenchendo em torno de 314 mil hectares. O volume é dez pontos porcentuais superior ao observado no mesmo período da safra anterior, quando a área semeada era de 232 mil hectares.