BRASÍLIA ? A Procuradoria-Geral da República deverá pedir nos próximos dias ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (ST¨F), o desmembramento do inquérito-mãe da Operação Lava-Jato. O inquérito foi aberto inicialmente para identificar os personagens e a estrutura da organização criminosa que, para o Ministério Público Federal, atuou de forma sistemática para desviar dinheiro de contratos entre grandes empresas, especialmente empreiteiras, e a Petrobras. Mas o número de envolvidos superou as expectativas dos investigadores que, agora, querem o fatiamento para viabilizar a investigação.

O inquérito original foi aberto para investigar o envolvimento de parlamentares do PP, PMDB e dirigentes do PT em desvios de contratos firmados pelas diretorias de Abastecimento e Serviços da Petrobras. Nesta fase inicial, 39 políticos estavam no centro das investigações. Com o aprofundamento da apuração pelo grupo de trabalho de Brasília e da força-tarefa do Ministério Público em Curitiba, o procurador-geral Rodrigo Janot já pediu a inclusão de pelo menos mais 30 políticos nas investigações.

Entre estes novos alvos estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministros Jaques Wagner, Ricardo Berzoini e Edinho Silva, todos do PT. Também estão na lista o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e os deputados André Moura (PSC-SE), líder do governo na Câmara, Altineu Cortes (PMDB-RJ) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Constam nesta relação ainda os ex-ministros Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Erenice Guerra (PT-DF), Silas Rondeau (PMDB-MA) e o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli.