Cotidiano

Petrobras pode adotar proteção para o preço do diesel

São Paulo – O presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, afirmou que a companhia pode vir a adotar no futuro um mecanismo de proteção (hedge) semelhante ao aprovado para a gasolina também para o diesel. Em coletiva de imprensa em São Paulo nessa segunda-feira, 10, Monteiro afirmou que neste momento a empresa não tomou decisão.

Na semana passada, o Congresso aprovou a Medida Provisória 838/2018, que concede subsídio para a venda e a importação de diesel até o fim deste ano.

A Petrobras anunciou na última quinta-feira, 6, a terceira alteração na sua política de reajuste do preço da gasolina desde que passou a acompanhar o mercado internacional, em outubro de 2016. O valor do litro na refinaria poderá ficar congelado por até 15 dias, em vez de sofrer alterações diárias, como acontecia desde julho do ano passado. Para evitar prejuízos, a empresa vai recorrer a instrumentos financeiros de proteção – a compra de derivativos de gasolina na Bolsa de Nova York e o hedge cambial no Brasil.

Segundo Monteiro, a mudança representa "uma evolução da política de preços" anteriormente implementada. O presidente da companhia considerou ainda que o uso do hedge foi pensado como uma forma de lidar com o impacto que a temporada de furacões no hemisfério norte pode ter nos preços do óleo tipo brent. "Pela política anterior, a companhia teria que repassar toda a volatilidade de um evento climático aos preços. Essa volatilidade é inadequada", disse.

Dívida líquida

A previsão da dívida líquida da Petrobras para este ano é de US$ 69 bilhões, montante abaixo do registrado em 2017, de US$ 85 bilhões. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Ivan Monteiro, após encontro anual com investidores em São Paulo.

Ele informou que o lucro líquido alcançou US$ 4,9 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor bem acima do registrado ao longo de todo o ano de 2017. Esse resultado mostra que ficou para trás os prejuízos registrados em 2015 (US$ 8,6 bilhões) e em 2016 (4,3 bilhões), disse Ivan Monteiro.