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POLÍTICA

O que o plano de Beto Richa previa para a saúde pública

06 de dezembro de 2017 às 05:43
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Curitiba – O Jornal O Paraná analisou as principais promessas de campanha do governador Beto Richa, em documento protocolado por ele em cartório durante a campanha eleitoral de 2014. Seu segundo mandato termina daqui um ano, mas pouco do que foi prometido foi feito.

Na terceira reportagem sobre o assunto, o destaque é para a saúde pública. No plano de metas, dizia que o governo pretendia implantar mais mil leitos em hospitais regionais, sendo 500 de UTI. O que houve na prática? Você confere na matéria abaixo.

Dentre as metas apresentadas pelo então candidato à reeleição, estavam a geração de 400 mil empregos, 20 novos presídios, duplicação de 750 km de rodovia e contratação de mais 10 mil policiais. A primeira e a segunda reportagem da série podem ser conferidas no site www.oparana.com.br, a constatação de que, dos empregos gerados, o saldo de janeiro de 2015 a setembro deste ano é negativo em 107 mil postos de trabalho. Foram prometidos R$ 10 milhões em investimentos em energia elétrica, mas o setor produtivo sofre com os apagões. Dos novos presídios, nenhum está pronto ainda. E, dos 10 mil policiais prometidos, 2,8 mil foram contratados até agora. Outra informação diz respeito à duplicação de rodovias. Beto Richa prometeu duplicar 750 quilômetros. Mas desde 2010 conseguiu a nova pista de 305 quilômetros, a maior parte feita e bancada pelas concessionárias do Anel de Integração. Para cumprir o que prometeu, Beto teria de duplicar mais 345 quilômetros até o fim do ano. Algo que ninguém do governo sabe dizer como será possível acontecer.

PROMESSA: Implantação de mil leitos hospitalares, sendo 500 de UTI

REALIDADE:  Fechamento de 2 mil leitos em todo o Paraná

O Plano de Metas registrado durante a campanha para a reeleição de Beto Richa em 2014 trazia detalhamento sobre o que o governador pretendia fazer na área da saúde se fosse eleito novamente.

No documento registrado em cartório, Richa afirmou que “na área da saúde, o governo pretende implantar mais mil leitos em hospitais regionais, sendo 500 deles de UTI num possível segundo mandato”.

O que houve na prática? Além de a promessa não ter se confirmado, houve, inclusive, a redução no total de leitos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) desde que Beto Richa assumiu o governo do Paraná, em 2011.

Tais questionamentos foram enviados à Secretaria de Estado da Saúde, mas ela não respondeu à reportagem.

Porém, num levantamento feito pelo Jornal O Paraná no BDE (Bando de Dados do Estado) atualizado pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), vinculado diretamente ao próprio governo do Estado, em 2011, ano que Beto Richa assumiu o governo, havia no Paraná 20.762 leitos em hospitais credenciados ao SUS. No fim do ano passado, já na metade do seu segundo mandato, os leitos chegavam a 18.917, queda de 9% e retração de quase 2 mil camas hospitalares.

A retração de leitos SUS no Paraná vem sendo observada ano após ano no Governo Beto Richa e, de 2011 até 2016, o único ano com crescimento na oferta de leitos SUS foi de 2015 para 2016, mas de apenas dez novos lugares.

O Ipardes explica que esses números se referem ao quantitativo de leitos em ambientes hospitalares, nas categorias de leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos, hospital-dia e outras especialidades, na quantidade disponibilizada para atendimento pelo SUS. São as camas destinadas à internação de um paciente no hospital. Não considera como leito hospitalar os leitos de observação.

Ainda de acordo com os dados do Ministério da Saúde, para fornecimento desses dados foram levados em consideração os números disponibilizados pelo DataSus (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde), com base no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde de Saúde do Brasil.

Além da promessa da criação dos leitos, Richa assumia o compromisso de construir, ampliar, reformar e equipar mais 600 unidades de saúde da família em todas as 22 Regionais de Saúde do Paraná. Criar Centros de Especialidades – 11 novos, cobrindo toda a população do Paraná e dobrando o número atual de consultas especializadas, exames e cirurgias eletivas.

A reportagem pediu para a Secretaria da Saúde o que houve com essas promessas, mas ela não se dignou a responder.

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