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SÃO PAULO – A venda da participação de 66% da Petrobras no campo Carcará é a maior fusão e aquisição realizada no segmento de petróleo este ano e o segundo maior negócio do país, atrás apenas da compra da operação brasileira do HSBC pelo Bradesco por US$ 5,2 bilhões, afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Ivan Monteiro.

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? Nosso objetivo é reduzir a dívida líquida da companhia ? disse ele, lembrando que a Petrobras anunciou três negócios importantes apenas no mês de julho.

A Petrobras vendeu sua participação de 67,19% na Petrobras Argentina (Pesa) para a Pampa Energia por US$ 900 milhões. Também concluiu a venda de sua companhia distribuição de combustíveis no Chile por US$ 490 milhões. Em fato relevante, a companhia anunciou negociações para a venda de sua participação na Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape) e na Companhia Têxtil de Pernambuco (Citepe) para a mexicana Alpek. Em dezembro de 2015, a Petrobras vendeu por US$ 700 milhões sua participação de 49% na Gaspetro.

Com as vendas realizadas este ano, já entraram no caixa da empresa cerca de US$ 1,4 bilhão, sem contar a venda anunciada nesta sexta-feira.

Para Solange Guedes, a venda da participação da Petrobras no campo Carcará não terá impacto negativo na produção e nas reservas atuais de petróleo do país, já que ainda não está produzindo. Ela disse que o negócio independe da aprovação da mudança de regras no marco regulatório do setor pelo Congresso.

? São atos distintos. Esse ativo foi obtido dentro do regime de concessões de 2000 e é um negócio tradicional e regular dentro da bacia de Santos. Portanto, a mudança do marco regulatório não afeta a parte da concessão que estamos negociando ? afirmou a diretora, sem dizer se espera que o Congresso faça mudanças nas regras de partilha. Pelas regras atuais, a Petrobras tem que ter 30% da operação nos campos do pré-sal.