Em que tese os esforços e os decretos do Executivo buscando a redução do banco de horas dos servidores, o Município de Cascavel ainda conta com um saldo considerável: são 660 mil horas extraordinárias não pagas, algo que corresponde a 82,5 mil dias de trabalho. A prefeitura tem cerca de 8,5 mil servidores.

De acordo com dados repassados pela Secretaria de Comunicação, nos últimos quatro anos, 96 mil horas foram compensadas. Em 2019, o Jornal HojeNews havia divulgado levantamento do banco de horas dos servidores municipais. Na época, eram 700 mil horas acumuladas.

Comparando o atual banco de horas com o apurado em 2019, houve uma diminuição de 5,7%, sendo compensadas 40 mil horas no período de dois anos, mesmo com boa parte do funcionalismo trabalhando em sistema de home office no ano passado devido à pandêmica da covid-19.

Em 2016, ao fim da gestão de Edgar Bueno, o Município contava com 506 mil horas no banco. Ao fim de 2017, primeiro ano da gestão de Leonaldo Paranhos, o banco tinha 463 mil horas, subiu para 508 mil em 2018 e alcançou 700 mil em 2019. Agora, em 2021, são 660 mil horas acumuladas. A prefeitura não informou com quantas horas o banco encerrou o pandêmico ano de 2020.

Para se ter uma ideia, para quitar esse banco de 660 mil horas, seriam necessários aproximadamente R$ 10 milhões.

Uma das dificuldades para reduzir esse saldo é que a maior parte dele é de servidores de secretarias que atendem áreas essenciais à população, como Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação e Secretaria de Política sobre Drogas, responsável pela Guarda Municipal. Ou seja, setores que não podem parar.

De acordo com a Secretaria de Comunicação, não há como fazer previsão para o esgotamento do banco de horas, visto que a realização das horas extras se dá pela necessidade do serviço.