Logística e Mobilidade Urbana são desafios da Região Serrana

Serra.jpgOs desafios da economia da Região Serrana foram tema do 11º Encontro Regional do Mapa Estratégico do Comércio, realizado em Petrópolis, nos dias 11 e 12 de agosto. O Grupo de Trabalho Interdisciplinar que se reuniu nesta rodada apresentou 109 propostas para estimular os negócios na Serra. Logística e Mobilidade Urbana aparecem entre as principais prioridades da região. Além disso, foi identificada a necessidade de aprimoramento das sucessões em empresas familiares.

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? Depois de percorrer dez municípios, o Mapa Estratégico do Comércio chegou a Petrópolis promovendo o debate e a troca de informações com formadores de opinião e especialistas. Além disso, auxiliou empresários e representantes da sociedade local a encontrar soluções para o desenvolvimento econômico dos municípios da Região Serrana ? afirmou Marcelo Fiorini, diretor da Fecomércio RJ e presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Petrópolis.

Segundo Irineu Frare, coordenador da FGV Projetos, pela segunda vez Logística e Mobilidade Urbana foi identificado como fator-chave prioritário.

? A proposta evidencia que os desafios dessa área não se restringem apenas às grandes cidades, mas também às pequenas e médias ? afirmou, lembrando que seu impacto sobre o comércio é grande, embora existam poucas soluções implantadas com sucesso.

De acordo com a especialista, a sucessão em empresas familiares é também um desafio para a continuidade dos negócios, que precisa ser trabalhada pelos fundadores, para que haja uma transição para as novas gerações, sem rupturas.

? Isso explica a proposta de implantação de cursos para treinamento e preparação da sucessão em empresas familiares no fator-chave Educação Profissional ? acrescentou.

Balanço

Os 11 encontros do Mapa Estratégico do Comércio realizados até agora resultaram em 1.255 propostas. Algumas delas, como a criação de calendários de eventos para fortalecer as vocações regionais e estimular o turismo, já foram implantadas. Em Mangaratiba, na Costa Verde, primeira região a sediar um encontro do Mapa, foi criado o Festival Gastronômico.

Depois da Costa Verde, ocorreram os encontros de Miguel Pereira e Três Rios, na Região Centro-Sul. Volta Redonda abriu o ciclo de eventos na Região do Médio Paraíba. O Mapa Estratégico do Comércio passou em seguida por Barra do Piraí, até chegar a Valença. O sétimo evento foi em Teresópolis, na Região Serrana, e o oitavo em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. Depois, voltou ao Médio Paraíba, em Barra Mansa. A décima rodada foi em Rio das Ostras, na Região das Baixadas Litorâneas. Todos os encontros contam com a presença de especialistas e jornalistas.

No coração da Serra

Os 14 municípios da Região Serrana são Bom Jardim, Cantagalo, Carmo, Cordeiro, Duas Barras, Macuco, Nova Friburgo, Petrópolis, Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Teresópolis e Trajano de Moraes. Eles reúnem 823.479 habitantes, segundo as estimativas do IBGE, o que corresponde a 5% da população do Estado do Rio de Janeiro. Em 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) da Região foi de R$ 21 bilhões ? o equivalente a 3% do PIB estadual. O setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo na Região Serrana soma 22.815 empresas e emprega 73.444 pessoas com carteira assinada.

Os dados fazem parte do Mapa Estratégico do Comércio do Rio de Janeiro 2015-2020. O estudo, elaborado pelo Sistema Fecomércio RJ, em parceria com a Fundação Getulio Vargas, por meio da FGV Projetos, define a importância do setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo para o desenvolvimento fluminense. Sozinho, o setor responde por 38,7% do Valor Adicionado (2013) e por 37,2% dos empregos formais (2014) nos 14 municípios serranos.

O Mapa definiu nove fatores considerados essenciais para o desenvolvimento do setor: Educação Profissional, Ambiente Empresarial, Segurança, Tributação, Logística e Mobilidade Urbana, Relações com Atores de Interesse do Comércio, Conhecimento e Gestão Empresarial, Serviços Públicos de Suporte e Financiamento e Eficiência Operacional. O estudo reúne dados socioeconômicos das oito regiões fluminenses: Costa Verde, Centro-Sul, Médio Paraíba, Noroeste, Norte, Serrana, Baixadas Litorâneas e Metropolitana.

Diversidade

Um balanço preliminar das 1.255 propostas apresentadas pelos grupos de trabalho nas 11 edições do Encontro do Mapa Estratégico do Comércio revela a diversidade dos desafios econômicos do Estado do Rio de Janeiro. As sugestões formuladas por 240 empresários, gestores públicos e representantes de entidades sindicais patronais e de trabalhadores apontam também para as oportunidades do setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

? As propostas trazem uma grande sinergia, se forem implementadas de forma sistêmica. As oficinas propiciaram momentos de divergência, de exercício sobre novos caminhos, de ampliação e criação de opções. Agora, é preciso pensar na implementação das ações para alavancar cada vez mais o setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e as regiões ? analisa Claudio Osias, consultor da FGV e coordenador dos Grupos de Trabalho.

Na Costa Verde, que abriu a série de encontros, foram apresentadas 135 propostas. As sugestões focaram principalmente a vocação turística regional. Uma delas, no fator-chave Educação Profissional, propõe a qualificação de profissionais do setor. Outra sugere a valorização cultural de Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba.

Na Região Centro-Sul foram 151 sugestões. A implantação de Casas do Empreendedor e a oferta de cursos profissionalizantes voltados para o perfil turístico dos dez municípios foram destaques.

Nas quatro rodadas do Médio Paraíba surgiram 462 proposições. Desenvolver o potencial gastronômico e turístico e utilizar produtos orgânicos dos fornecedores da Região despontaram entre as ideias do Grupo de Trabalho.

A vocação turística também inspirou algumas das 145 propostas para o Noroeste Fluminense. O desenvolvimento do cicloturismo e a criação de produtos lácteos com a marca da Região foram algumas delas. Em Rio das Ostras, na Região das Baixadas Litorâneas, foram 121 propostas e, nos encontros de Teresópolis e Petrópolis, na Região Serrana, mais 241. Elas ainda estão sendo analisadas pela FGV.

? É preciso não se apaixonar pelas ideias, mas pelos resultados que elas poderão gerar. Os resultados alcançados até aqui são excepcionais, mas é possível construir mais ? afirmou o coordenador dos Grupos de Trabalho, Claudio Osias.

JK

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