Meio bilhão em propaganda partidária

A Câmara dos Deputados pode apreciar nas próximas semanas mais um projeto de lei que cria gastos públicos destinados ao mundo político. A proposta, aprovada semana passada pelo Senado, recria a propaganda partidária no rádio e na TV fora do período de campanha, inclusive em anos sem eleições. A volta da propaganda dos partidos vai custar aos cofres públicos de R$ 228 milhões (nos anos eleitorais) a R$ 527 milhões (nos anos sem eleições), segundo cálculo do senador Carlos Portinho (PL-RJ), relator da proposta no Senado. Na Câmara, a tendência é de aprovação. O líder do Governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse à Gazeta do Povo que a recriação da propaganda partidária “será aprovada”.

 

Recriação

O projeto sobre a volta da propaganda partidária resgata um modelo de anúncios que foi extinto em 2017. Até então, cada partido tinha direito a inserções curtas, durante determinado período, na programação de rádio e TV, além de uma propaganda mais longa, que era exibida uma vez à noite, em horário nobre. As emissoras recebiam compensação fiscal. Ou seja, quem bancava era o Estado.

 

Sai do Fundo

Agora, a principal mudança proposta em relação ao modelo existente até 2017 é que TVs e rádios serão remuneradas diretamente pelos partidos, com recursos do Fundo Partidário. E, por isso, o Fundo Partidário (que é diferente do fundão eleitoral) será reajustado para bancar o novo gasto.

 

Em família

Se confirmado na Casa Civil, quem assume a vaga do senador Ciro Nogueira (PP-AL) será sua própria mãe, Eliane Nogueira, que é sua suplente. Eliane também é filiada ao PP, partido presidido pelo filho. Ela nunca havia disputado uma eleição. Ao registrar a candidatura no TSE, Eliane disse trabalhar como administradora e declarou patrimônio de R$ 3,6 milhões.

 

Moro no Podemos

Antes tratada como improvável, a disputa da eleição ano que vem passou a ser considerada pelo ex-juiz Sergio Moro. Em conversas com líderes do Podemos na semana passada, foram discutidas tanto a possibilidade de ele concorrer à Presidência da República quanto a de tentar uma vaga no Senado por São Paulo ou pelo Paraná. O ex-magistrado ficou de dar uma resposta até novembro.

 

Moro & Mourão?

A revista Veja diz que, na semana passada, dirigentes do PRTB, partido do vice-presidente Hamilton Mourão, receberam sondagem de um grupo de apoiadores de Moro sobre a possibilidade de participação dele em uma chapa encabeçada pelo ex-juiz, criando a chapa Moro-Mourão como uma terceira via.

 

Antecipação do 13º

Os servidores públicos de Maripá receberam nessa quarta-feira (21) a primeira parcela do 13º salário. A antecipação contempla cerca de 300 funcionários públicos municipais e injeta R$ 481.552,35 na economia local. A segunda parcela será paga no fim do ano.

 

Greve da educação

Segue a queda de braço entre a APP-Sindicato e o governo do Estado. Ontem, a categoria conseguiu na Justiça que o governo não desconte a falta dos educadores que participam da greve da categoria deflagrada em maio, contrários à volta às aulas presenciais. Na liminar, a juíza Rafaela Mari Turra dá prazo de 30 dias para que o governo abra negociação com a APP para tratar do tema.

 

Homescholling

O deputado estadual Marcio Pacheco (PDT) parece ter abraçado de vez a causa do homesholling e disse ontem, na Acic, que o Paraná pode ser o primeiro estado brasileiro a regulamentar a educação domiciliar. Segundo ele, a regulamentação dará segurança para que os pais decidam como e onde querem que seus filhos estudem. Hoje, sem um amparo legal, essa postura é vista como abandono intelectual.