Guerra comercial: EUA e China assinam “fase 1” para a trégua

A disputa entre as duas potências gerou uma escalada de tarifas impostas pelos EUA a US$ 360 bilhões de produtos chineses e retaliações por parte de Pequim

Washington – Estados Unidos e China oficializaram nesta quarta-feira (15), na Casa Branca, a primeira fase de um acordo que coloca fim à guerra comercial que se arrastou por quase dois anos. Desde 2018, a disputa entre as duas potências gerou uma escalada de tarifas impostas pelos EUA a US$ 360 bilhões de produtos chineses e retaliações por parte de Pequim, com reflexos na economia mundial.

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Para a chamada “fase 1” do acordo, os chineses concordaram em aumentar a compra de bens e serviços americanos – incluindo produção agrícola dos EUA, severamente afetada pela queda de braço entre os dois países – e em avançar na proteção de tecnologia, um pleito dos americanos. Os EUA irão suavizar as tarifas impostas nos últimos meses, mas manter boa parte das sobretaxas, com a ameaça de uma punição extra caso a China descumpra o acordado.

No anúncio do acordo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as tarifas ainda em vigor são uma forma de manter as negociações para a chamada “fase 2” do acordo, mas disse que está pronto para retirar todas as sobretaxas assim que os dois países chegarem a um acordo final. “Francamente, a China e eu vamos começar a negociar [a próxima fase] muito em breve”, disse Trump.

Em dezembro, Pequim e Washington anunciaram que haviam chegado à primeira fase do acordo, oficializado ontem. Na ocasião, os EUA cancelaram uma nova leva de tarifas que entraria em vigor e anunciaram a redução de 15% para 7,5% da sobretaxa a US$ 110 bilhões imposta em setembro. Mas as tarifas de 25% impostas a US$ 250 bilhões de produtos chineses continuam em vigor. Em troca, os chineses prometem reformas estruturais e a compra de US$ 200 bilhões de bens e serviços dos EUA nos próximos dois anos.

Trump sela a trégua com os chineses a menos de 11 meses da disputa presidencial de 2020, que pode conduzi-lo a mais quatro anos na Casa Branca.

 


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