Foz do Iguaçu – A paralisação de algumas das principais associações de caminhoneiros do Paraguai entra na segunda semana com temor de desabastecimento de combustíveis. No fim de semana, houve aumento da procura nos postos de Cidade do Leste na área metropolitana.

Conforme o Jornal La Clave, o movimento foi provocado por boatos, difundidos via WhatsApp e pelas redes sociais, de que estabelecimentos teriam limitado a quantidade de combustível por cliente, e que alguns até já estavam sem diesel e gasolina. O fim dos estoques foi desmentido pela Associação de Proprietários de Postos de Combustíveis (Apesa, na sigla em espanhol).

Ao longo da Rodovia Internacional PY02 (antiga Ruta VII), os caminhoneiros mantêm pelo menos dois pontos de paralisação no Alto Paraná: no KM 10, perímetro urbano de Cidade do Leste, e no KM 30, em Minga Guazú. Na Supercarretera, paralela ao Lago de Itaipu, há mobilizações em Hernandárias, Santa Fe do Paraná, Itakyry e no acesso a Porto Índio.

Apesar do acordo celebrado na sexta-feira (6) para permitir a passagem de caminhões-tanque e transportadores com produtos perecíveis, a imprensa local relatou bloqueios e manifestações violentas durante o fim de semana. Segundo o jornal ABC Color, um dos pontos de obstrução foi, justamente, no KM 30 em Minga Guazú.

 

Lei do Frete

O texto-base do projeto de lei que estabelece uma nova tabela de frete, com mecanismos de reajuste, foi aprovado no Senado na última quinta (5), devendo voltar à pauta da Casa nesta terça-feira (10) para discussão dos detalhes finais. A etapa seguinte será a tramitação, em regime de urgência, na Câmara dos Deputados.

As principais queixas dos motoristas se devem à defasagem no valor do frete, que não acompanhou fatores como a alta do diesel. Por outro lado, entidades como a Federação das Cooperativas de Produção (Fecoprod) questionam a legalidade da matéria, argumentando que alguns dos artigos seriam inconstitucionais.