A ideia de aderir à Gestão Plena no Sistema Municipal de Saúde em Cascavel terá mais um passo na próxima semana. Um grupo formado por integrantes do Conselho Municipal de Saúde, da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores e da Secretaria de Saúde vão a Foz do Iguaçu colher informações sobre como o sistema funciona na prática.

Um questionário com os principais pontos a serem avaliados está sendo elaborado e a visita deve servir para esclarecer as dúvidas.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde, João Maria de Oliveira Lima, é cauteloso: “É preciso ir até as cidades ver os hospitais, conversar com servidores e analisar os pontos bons e ruins da gestão para ver se é algo que podemos implantar em Cascavel, se é compatível com a nossa realidade. Planejamos visitar Foz, Pato Branco, Francisco Beltrão e Maringá para termos uma boa noção da situação. Porque depois que se entra na gestão é muito difícil voltar atrás”.

O presidente lembra que é preciso analisar os custos e a ampliação do atendimento. “Dependendo do modelo de contrato, o Município precisa receber pacientes da região também, e aí vamos tirar recursos de onde? Se fizer um hospital só para atender os cascavelenses, é preciso ter dinheiro para custear tudo, desde insumos até profissionais, e nós temos dinheiro e possibilidade de conseguir sustentar isso? Não pode ser uma decisão tomada sem analisar todos esses pontos”, afirma João.

O que é Gestão Plena?

Gestão Plena é um modelo preconizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) que prevê que o Município assuma todo o controle do atendimento público, inclusive de alta complexidade e internamentos. Em Cascavel, a medida vem sendo discutida como forma de viabilizar o Hospital Municipal.