Efeito pandemia: exportações registram queda após 7 anos

Os oito maiores municípios exportadores da região mandaram para fora do País, de janeiro a abril deste ano, US$ 595 milhões, 17,8% a menos que o registrado no mesmo período do ano passado

Cascavel – Após um ano com expressivo crescimento de 25,3%, as exportações da região oeste fecham o primeiro quadrimestre em queda, a primeira para o período desde 2013, a segunda em quase duas décadas. Os oito maiores municípios exportadores da região mandaram para fora do País, de janeiro a abril deste ano, US$ 595 milhões, 17,8% a menos que o registrado no mesmo período do ano passado.

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Em todo o ano passado, a região exportou US$ 2,355 bilhões, uma marca recorde, impulsionada pela China, que se consolidou como o nosso maior comprador.

Embora a China tenha ajudado na queda, comprando 11,6% a menos nesses quatro meses, ela ampliou sua participação no mercado local, representando 35,3% de tudo o que foi exportado. De janeiro a abril deste ano, foram vendidos para os chineses US$ 210,347 milhões, contra US$ 238 milhões faturados ano passado.

A queda acentuada na região é explicada também por menos embarques para África do Sul (-62%), Alemanha (-60%), Espanha (-79%), Emirados Árabes (-35%) e Reino Unido (-11%). Dentre os maiores compradores, apenas Japão e Hong Kong compraram mais neste ano que em 2019, respectivamente, 27,5% e 8,4%. Juntos, esses países respondem por 57% das exportações do oeste.

Mesmo com a queda nesse início de ano, o valor ainda é o segundo maior (em valores nominais) da história para o período, que apenas em 2018 passou meio bilhão de dólares no primeiro quadrimestre.

As exportações na região são puxadas principalmente pela avicultura. No quadrimestre, o segmento exportou US$ 386,22 milhões, 65% do total das vendas. Em seguida estão suinocultura (US$ 51,36 milhões), soja (US$ 49,85 milhões) e piscicultura (US$ 27,78 milhões).

Exportações 2014 a 2020:

Exportações 1997 a 2020:

 

Evolução exportações de 1997 a 2020 (jan-abr)

 

 

Por município

O mesmo município que puxou boa parte do crescimento ano passado também é o responsável por boa parte da queda de agora. Toledo vendeu 93,9% a menos em 2020 na comparação com o ano anterior. De janeiro a abril de 2019, exportou mais de US$ 145 milhões (a maioria soja), valor nunca antes registrado pela cidade. Neste ano, soma US$ 8,8 milhões.

Cinco dos oito exportadores tiveram queda. Matelândia recuou 22,4%, Foz do Iguaçu teve queda de 14,8%, Cascavel registrou -5,7% e Palotina, -2,7%.

Apesar da crise que assola o planeta, Cafelândia mantém o ritmo de crescimento, e exportou 32,7% a mais que no ano passado. Também registraram crescimento Medianeira (17%) e Marechal Cândido Rondon (13,4%).

A China

“Dona” de 35,3% das exportações do quadrimestre, a China comprou neste ano mais de Cafelândia, Cascavel, Marechal e Palotina. A queda reflete basicamente as exportações de Toledo, que ano passado faturou US$ 77,7 milhões, praticamente metade das vendas do período, e neste ano o comércio entre os dois está zerado.

Para se ter uma ideia, há quatro anos, a China detinha 23% de participação das exportações oestinas, chegando a 32,9% ano passado e, agora, a 35,3%.

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