São Paulo – O aumento da percepção de risco fiscal no Brasil teve reflexo direto nos negócios dessa quinta-feira (5) com os ativos locais anulando o sinal positivo que predominava mais cedo. O dólar fechou em alta de 0,57%, a R$ 5,2156, enquanto a Bolsa brasileira (B3) teve queda de 0,14%, aos 121.632,92 pontos, apesar de subir 1,43% mais cedo. Nem mesmo a aprovação do projeto de privatização dos Correios na Câmara ajudou a melhorar o humor do mercado.

Em mais um pregão de extrema volatilidade, o dólar oscilou mais de 11 centavos entre a mínima, a R$ 5,113, e a máxima, a R$ 5,2261. O dólar para setembro fechou com alta de 1,60%, a R$ 5,27.

A moeda brasileira sucumbiu ao longo da tarde em meio ao aumento da percepção de risco fiscal, o que levou investidores a realizar lucros e recompor posições defensivas. O gatilho desta vez foi o parecer do programa de parcelamento de débitos tributários, conhecido como Refis, que despertou receio de perda de arrecadação. O ministro da Economia, Paulo Guedes, é contra um programa tão amplo e com condições tão generosas.