O mercado local foi afetado pela forte aversão aos riscos, em dia no qual o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) voltou a sinalizar um aperto nas medidas de estímulos, enquanto, por aqui, o risco de rompimento do teto de gastos continua preocupando o investidor. Em resposta, nessa quarta-feira (18), a Bolsa brasileira (B3) virou o sinal e fechou com queda de 1,07%, aos 116.642,62 pontos, enquanto o dólar disparou 1,99%, cotado a R$ 5,3749 – no maior patamar desde 4 de maio.

Operadores não identificaram um gatilho específico para a arrancada da moeda americana ontem, que já acumula alta de 3,17% em agosto. Mas citaram o mal-estar com o adiamento da reforma do Imposto de Renda na noite de terça-feira. Teme-se que o texto da reforma, que já desagradava no início, seja modificado ainda mais para satisfazer demandas de estados e municípios, resultando em perda de arrecadação.

O desconforto com as contas públicas fez a moeda americana operar em alta firme já pela manhã, alcançando a casa de R$ 5,35. O movimento era acentuado pelo tombo das commodities no mercado internacional, diante da probabilidade de a China cortar drasticamente a produção de aço. Operadores notaram também sinais de movimentos especulativos de investidores à espera de uma intervenção do Banco Central, que acabou não acontecendo.