São Paulo – Apesar da melhora dos mercados do exterior, o pregão foi ruim para os ativos brasileiros nessa segunda-feira (23), que ainda são afetados pela aversão aos riscos causada pelas incertezas do cenário interno. A Bolsa brasileira (B3) fechou em alta de 0,49%, aos 117.471,67 pontos, enquanto no câmbio, o dólar fechou estável, em leve queda de 0,05%, a R$ 5,3820.

“Os mercados lá fora estiveram animados, com alta desde a sessão da Ásia, após o governo chinês informar não ter havido novos casos de coronavírus no país. Entre as commodities, grande destaque para a recuperação dos preços do petróleo. O evento mais aguardado da semana virá na sexta-feira, com o encontro anual de Jackson Hole, do Federal Reserve [Fed, o banco central americano]”, diz Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos.

Na China, foi a primeira vez desde julho que não houve caso local de covid-19, “o que mostra uma possível estabilidade no surto da doença”, diz Túlio Nunes, especialista de finanças da Toro Investimentos, chamando atenção também, no país, para “avanços nas aprovações de abertura econômica, após polêmicas no que tange à regulação”.

O enfraquecimento político do governo brasileiro mantém o mercado na defensiva quanto ao fiscal, em meio a uma reforma de IR polêmica – com votação remarcada para esta semana na Câmara, após adiamentos – e formação, hoje, de uma frente de governadores contra ameaças percebidas à democracia.