Cotidiano

Bebê de 1 ano é picado por cobra em quintal de casa da avó

Um vizinho encontrou a cobra perto do bebê

Bebê de 1 ano é picado por cobra em quintal de casa da avó

Um bebê de 1 ano picado por um filhote de jararaca em Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, sobreviveu após o animal ser identificado pelos médicos. A serpente foi levada ao Hospital Santo Antônio junto com o menino e, no atendimento, a equipe conseguiu identificar a espécie e encontrar o antídoto. Ele segue hospitalizado e o estado de saúde é considerado estável, segundo a família.

O caso foi registrado na segunda-feira (13). Paulo Henrique de Almeida Machado afirmou que o filho brincava no quintal da casa da avó no final da tarde quando ocorreu o acidente. O menino corria atrás de uma bola e começou a gritar e a chorar quando foi picado.

Um vizinho encontrou a cobra perto do bebê, a matou, colocou o animal em um pote e a família levou até a unidade de saúde. Com o filhote de jararaca identificado, a equipe prestou o atendimento com o soro antiveneno para a picada.

“A médica atentamente bateu foto da cobra e mandou para o órgão responsável. Em poucos instantes já tivemos a resposta de que era um filhote de jararaca e a doutora iniciou com o antídoto e a hidratação”, disse o pai.

Segundo o hospital, o bebê está em observação na pediatria. Após a identificação, a cobra foi descartada.

As jararacas possuem veneno desde que nascem para conseguirem se alimentar. O biólogo Christian Raboch explicou que sempre orienta aos moradores a chamarem os órgãos responsáveis para recolherem os animais. Isso, segundo ele, evita que uma segunda pessoa seja ferida em situações parecidas ao caso de Blumenau.

Raboch destacou também a importância do veneno da jararaca para a medicina. “A partir dele que foi criado o remédio para o combate de hipertensão”, explicou.

“É bom sempre salientar a importância delas [jararacas] para o equilíbrio do ecossistema. Sempre falo que acidentes acontecem, mas a jararaca, apesar de venenosa, tem a importância dela lá no meio da mata. Serve como presa e predador”, afirma.

Com informações do G1