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ECONOMIA

Para atrair lojas francas, região cobra infraestrutura

30 de novembro de 2019 às 06:00
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Reportagem: Josimar Bagatoli

Guaíra – Para atrair o interesse de empresários para fazer investimentos em lojas francas, a costa oeste cobra melhor infraestrutura para suportar aumento do movimento de compristas na região de fronteira. Guaíra é considerada cidade gêmea e pode ostentar lojas francas, confirmando, assim, a vocação comercial quatro décadas depois de perder as Sete Quedas.

Esta semana, o secretário de Estado de Infraestrutura, Sandro Alex, recebeu uma lista de cobranças, inclusive obras com projetos há mais de sete anos e que terão de ser atualizados.

As rodovias representam a maior revindicação, a começar pelo contorno entre a BR-163 e a BR-272: sem essa obra, todo trânsito passa pelo Centro de Guaíra, causando grande transtorno aos moradores, com congestionamentos e deteriorização do pavimento urbano.

Ao Estado caberia o repasse de verbas para pavimentação de vias importantes, como a Oswaldo Cruz e a Almirante Tamandaré, usadas para o acesso ao Mato Grosso do Sul com destino a Salto del Guairá, no Paraguai.

Trechos emergenciais também entraram nas cobranças de municípios lindeiros ao Lago de Itaipu, como Guaíra-Entre Rios e Medianeira-Missal, além de trevos em Pato Bragado, Missal, Itaipulândia, Mercedes e Entre Rios do Oeste.

Outro investimento importante está atrelado ao aeroporto de Guaíra, com três voos semanais, que precisariam ser diários. “Queremos desenvolver o comércio com possibilidade de competitividade com o Paraguai. Estamos assistindo a Salto del Guairá expandir de maneira rápida. Há anos não tinha nada, nem sequer ruas pavimentadas, e hoje está muito à frente. Queremos ter a mesma condição para atrair turistas”, argumenta o prefeito Heraldo Trento.

A reivindicação inclui a retomada da construção do contorno oeste de Marechal Cândido Rondon. Em um ano, apenas 6% foram executados. O percurso de seis quilômetros, quando concluído, desviará o trânsito de caminhões e carretas com grãos, cargas vivas e outros produtos que há anos cortam a Avenida Rio Grande do Sul e outras ruas da sede municipal de Marechal Cândido Rondon, ligando a BR-163 à PR-467. Neste ano, rochas impedem a empreiteira de atingir a profundidade necessária para a obra da trincheira. A solução é detonar as rochas, contudo, para isso, o governo precisará fazer um aditivo no contrato, que resultará em uma demora maior.

Além de anos sem receber investimentos do Estado, a região enfrenta ainda as falhas da União, como a própria Ponte Airton Senna, que teve a fiação furtada quatro vezes e hoje está no escuro. A pavimentação não recebeu obras regulares e hoje tem buracos. “As lojas francas vão impactar positivamente na nossa microrregião. Precisamos de um aporte completo para os investidores e também para os consumidores”, afirma Trento.

Outras zonas

Além de Guaíra e Foz do Iguaçu, no Paraná haverá lojas francas em Santo Antônio do Sudoeste e Barracão. Em Foz, a primeira loja que atende aos critérios da Receita Federal está pronta desde agosto e aguarda a liberação para a venda de bebidas, cosméticos e perfumes.

Em Guaíra, a dificuldade tem sido atrair investidores. Trento busca em Brasília apoio para modificar a forma de tributação dos produtos. O imposto é tarifado em reais, não em percentual sobre o valor que o produto tem, ou seja, algo que custa US$ 1,5 dólar, custaria US$ 5 ao consumidor, inviabilizando as lojas.

Novas normativas da Receita Federal possibilitaram a venda até de pneus, o que é visto como um atrativo.

Guaíra pretende atrair também indústrias. “Estamos progredindo. Houve liberações de pneus para venda de maneira isenta. Esperamos resolver a taxa fixa de transação, que deve ser revista pelo Congresso. Ano que vem devemos ter os últimos detalhes… temos investidores interessados, mas ainda com receio”, diz o prefeito.


 

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