Saúde

Estudo aponta que 81,3% das mulheres fizeram papanicolau

O estudo baseia-se em dados da Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde

Estudo aponta que 81,3% das mulheres fizeram papanicolau

 

 

Brasília – Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde na terça-feira (22) e que faz parte do Boletim Epidemiológico sobre a Prevalência de Realização de Exame Preventivo, aponta que 81,3% das mulheres de 25 a 64 anos de idade disseram ter feito o exame preventivo de câncer de colo de útero nos últimos três anos no Brasil.

O estudo baseia-se em dados da Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde. O levantamento foi realizado de agosto de 2019 a março de 2020, e reúne dados por unidades da federação, região, escolaridade, raça, cor, renda per capita, entre outros.

Conforme o boletim, o perfil epidemiológico apontou desigualdades sociais e econômicas para a realização de exames preventivos, sendo menos realizados por mulheres que se declararam pardas, com menores índices de escolaridade e renda, além de desigualdades regionais.

A meta do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011 a 2022, elaborado pelo ministério, é aumentar a cobertura de Papanicolau em mulheres de 25 a 64 anos de idade nos últimos três anos para um índice superior a 85%.

 

Sobre a doença

O câncer de colo de útero é causado pela infecção persistente por alguns tipos do papilomavírus humano (HPV), e os fatores que aumentam o risco de desenvolvê-lo são início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros, tabagismo e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais. Para o controle são recomendadas ações de prevenção, detecção precoce e acesso ao tratamento. O diagnóstico precoce compreende o rastreamento, com vistas a encontrar o câncer pré-clínico ou as lesões pré-cancerígenas, além do diagnóstico precoce para identificar a doença em estágio inicial.

A realização da citologia oncótica, também conhecida como Papanicolau ou exame citopatológico, é a principal estratégia para detectar as lesões precursoras. No Brasil, a recomendação para o rastreamento é a realização do exame por mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram relação sexual. Eles devem ser realizados com intervalo anual e, após dois resultados negativos, a cada três anos.

 

 

SUS oferece novo remédio aos pacientes com hepatite B

 

Brasília – Um novo medicamento, disponível na rede pública de saúde, pode beneficiar pacientes com hepatite B que têm contraindicação ao tratamento ofertado atualmente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Incorporado pelo Ministério da Saúde, o uso do tenofovir alafenamida (TAF), irá promover uma terceira opção de tratamento da doença para pessoas em que o uso de tenofovir convencional e entecavir não for possível.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (22) que a incorporação ocorreu visto que, para alguns pacientes específicos, o TAF se mostrou mais seguro em relação a disfunções ósseas e renais, quando comparado ao fumarato de tenofovir desoproxila (TDF), um medicamento antirretroviral e antiviral usado também para Aids no Brasil. Entretanto, o mesmo não se mostrou tão significativo quando comparado aos resultados do entecavir.

“A partir de agora, pacientes que fazem tratamento para hepatite B e apresentam contraindicação no uso dos medicamentos existentes, podem fazer uso da nova opção”, relata parte da nota. O tenofovir alafenamida foi recomendado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde, responsável pela incorporação de tratamentos, tecnologias e insumos no SUS.

A previsão é que o Ministério da Saúde distribua, até o final de abril, mais de 1 milhão de comprimidos do novo medicamento, de acordo com o quantitativo solicitado por cada secretaria estadual ou distrital de saúde. O investimento é de mais de R$ 18 milhões na aquisição dos lotes.