Cotidiano

Usiminas reduz prejuízo no 2º tri para R$ 123 milhões

2011091370603.jpgSÃO PAULO – A Usiminas divulgou nesta quinta-feira o oitavo resultado trimestral negativo consecutivo, mas os números mostraram uma redução no prejuízo, em meio à suspensão de obrigações financeiras de empresa junto a bancos credores e esforços de reestruturação de suas operações. A companhia teve prejuízo líquido de R$ 123 milhões no segundo trimestre ante resultados negativos de R$ 151 milhões no primeiro trimestre e de R$ 781 milhões entre abril e junho de 2015.

USIMINASA Usiminas, apesar de viver uma disputa entre seus controladores Nippon Steel e Techint que se arrasta desde 2014, conseguiu neste mês prorrogar por mais 60 dias acordo com bancos para suspensão de obrigações financeiras. Com a suspensão das obrigações, acordada inicialmente em março, e um aumento de capital de R$ 1 bilhão realizado no final de junho, a empresa terminou o semestre com R$ 2,7 bilhões em caixa.

A companhia apurou geração de caixa positiva de R$ 61 milhões quando medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Um ano antes o Ebitda havia sido negativo em R$ 755 milhões. No primeiro trimestre deste ano, ficou positivo em R$ 50 milhões.

A margem Ebitda passou para 3 %, ante 2 % no primeiro trimestre. No segundo trimestre de 2015, a margem havia sido negativa em 28 %.

A relativa melhora no Ebitda veio com corte nos investimentos, que caíram para R$ 50 milhões no segundo trimestre, ante R$ 70 milhões nos três primeiros meses do ano e R$ 226 milhões no segundo trimestre de 2015.

A Usiminas, que tem capacidade para cerca de 9 milhões de toneladas de aço por ano, produziu de abril a junho 776 mil toneladas, elevando o total da primeira metade do ano para 1,570 milhão de toneladas, 42 % abaixo do mesmo período de 2015. A empresa paralisou a produção de aço bruto na usina de Cubatão no início do ano, mantendo atividade na usina de Ipatinga (MG).

As vendas de aço da companhia somaram 899 mil toneladas no segundo trimestre, praticamente estável ante os três primeiros meses do ano, mas queda de cerca de 30 % sobre um ano antes.

Já as vendas de minério de ferro recuaram a 787 mil toneladas no trimestre passado, quedas de 20 % sobre o primeiro trimestre deste ano e de 35 % na comparação anual.

Com isso, a receita líquida da companhia somou R$ 2,028 bilhões nos três meses encerrados em junho, praticamente estável sobre o primeiro trimestre, mas 24 % menor que no segundo trimestre de 2015.

O custo dos produtos vendidos mostrou evolução, recuando de R$ 2,571 bilhões no segundo trimestre do ano passado para 2,025 bilhões nos três meses terminados em junho.