Cotidiano

Bolsonaro quer extinguir entidade de diversidade sexual da prefeitura

Em caminhada na Vila da Penha, na manhã deste sábado, o candidato a prefeito do Rio, Flávio Bolsonaro (PSC) afirmou que, se eleito, vai acabar com o que chamou de gastos em ?perfumaria? na prefeitura do Rio. Ele defendeu o fim do uso de recursos públicos para a realização de casamentos coletivos LGBT e a extinção da coordenadoria especial da diversidade sexual do município, criada em 2011 para combater a discriminação e o preconceito “de quaisquer formas”.

O candidato acredita que as políticas dedicas exclusivamente a homossexuais criam distinções e contribuem para aprofundar o preconceito de gênero.

? O dinheiro da prefeitura não pode ser utilizado para ficar promovendo casamentos coletivos LGBT.

Bolsonaro disse que ao economizar com gastos em ações voltadas para a diversidade, o município teria mais dinheiro para investir na contração de leitos privados para suprir a carência da rede pública de Saúde.

? Você concorda que o dinheiro deixe de ir para a saúde para que seja gasto num casamento LGBT? Nós temos que priorizar as coisas para o que a população precisa. Eu quero olhar no seu olho e ignorar sua orientação sexual. Todos têm que ser iguais perante a lei.

Bolsonaro ainda atacou a coordenadoria de diversidade sexual da prefeitura.

? É um cabide de empregos para militantes da causa LGBT. São pessoas que querem se beneficiar com a exploração dessa causa.

Bolsonaro caminhou ao longo da Avenida Vicente de Carvalho e cumprimentou e tirou fotos com comerciantes e pedestres. O candidato seguiu acompanhado de uma claque de cerca de 40 pessoas aos gritos de “mito” e de “guerreiro do povo brasileiro”.

Na área de segurança, o candidato defendeu armar a guarda municipal para reprimir crimes de baixo potencial ofensivo.

? O uso da arma pela guarda é só na defesa preventiva do cidadão. Não vamos usar a guarda para o combate ao tráfico de drogas.

Bolsonaro também centrou suas propostas num discurso de austeridade em tempos de crise financeira. Ele prometeu a extinção de 20% dos cargos de indicação política, além da redução do número de secretarias de 29 para 18.