Após denúncia, MP investiga roçada de mata nativa e protegida

A Secretaria de Meio Ambiente informou, por meio de nota, que “o fiscal esteve no local e constatou que foi roçada vegetação rasteira, não foram derrubadas árvores

Cascavel – A roçada ilegal de uma área de mata nativa e protegida, com rio e nascentes, que fica na Rua Londrina, na sequência do Parque Vitória, foi parar nas mãos do Ministério Público.

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Após denúncia de que a vegetação rasteira, inclusive palmitos, estava sendo cortada sem autorização, a reportagem do Jornal O Paraná foi ao local, acionou o MP, que acionou a fiscalização da Secretaria Municipal de Meio ambiente.

A corretora de imóveis Márcia Martins Klein mora bem pertinho do local: “Na manhã desta quinta-feira (7) nos deparamos com homens roçando a vegetação baixa ali, na mata nativa, que fica aos fundos da nossa propriedade. Além disso, tinha um topógrafo… ele disse que estavam trabalhando ali pois o terreno tinha sido comprado por um grupo que vai levantar no local um condomínio. Questionamos se eles tinham autorização para fazer a derrubada das plantas e nos disseram que primeiro iriam roçar e depois conseguir a autorização”, relata.

Márcia conta que no local há muitos macacos, capivaras, diversos tipos de pássaros e outros animais.

À reportagem ela contou que havia acionado a fiscalização da prefeitura pela manhã, mas que um fiscal foi até o local, mas que após conversar com o profissional que fazia o trabalho foi embora.

MP acionado

No início da tarde, tão logo foi informado do que estava acontecendo, o promotor Angelo Ferreira instaurou uma investigação e pediu que a Secretaria de Meio Ambiente enviasse uma equipe para fiscalizar a situação e pediu registros e autuação para anexar no processo.

A Secretaria de Meio Ambiente informou, por meio de nota, que “o fiscal esteve no local e constatou que foi roçada vegetação rasteira, não foram derrubadas árvores. Mas, sem autorização, caracteriza crime ambiental. A roçada foi embargada e os proprietários foram notificados a comparecer à Sema para apresentar documentação”.

A reportagem questionou se há pedido no Município para lotear o local e construir casas, mas não houve retorno.

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