Política

Beto define futuro político semana que vem; “aposentadoria” é hipótese

Curitiba – A decisão mais aguardada dos últimos tempos está com os dias contados. O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), finalmente disse que, anuncia na semana que vem sua decisão final sobre a possível candidatura ao Senado ou a permanência no governo. A declaração foi dada ontem na inauguração da nova sede do IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba, no Bairro Tarumã.

E tem um grupo grande à espera dessa “decisão final”. Na verdade, o Paraná inteiro, porque todo o cenário político pode mudar conforme o que Beto decidir.

Para poder concorrer ao Senado, possibilidade que vem sendo aventada desde o ano passado, Beto terá que renunciar ao governo até o dia 7 de abril, em respeito ao prazo de seis meses de antecedência para as eleições.

Em tom saudosista, o governador inclusive não descartou uma “aposentadoria” da carreira política. “Já fui prefeito [de Curitiba] duas vezes, governador do Estado duas vezes, não tenho grandes ambições na vida pública. Cumpri com a minha missão. Está aí um estado com melhores condições financeiras, melhor situação fiscal do Brasil, um canteiro de obras. Fiz o que podia ser feito. Só tenho a agradecer a confiança dos paranaenses”, discursou, em seu jeito nada modesto de ser.

“Nunca fui afobado nessas questões. Tenho que pensar mesmo sobre me desincompatibilizar com o governo no melhor momento. São muitas obras, amanhã [sexta-feira] vou para o sudoeste [na verdade, oeste] dar uma ordem de serviço para obras, contornos rodoviários. Tem o novo IML de Londrina, serviço de duplicação da PR-445. Isso que me leva a pensar um pouco. Se eu fico posso estar encerrando a minha trajetória política sem disputar a eleição”, completou Richa.

O governador também afirmou que tem consultado pessoas próximas para tomar a decisão. Caso permaneça no governo, o irmão, José “Pepe” Richa, secretário de Logística e Infraestrutura, não poderá concorrer ao cargo de deputado federal, e o filho mais velho, Marcello Richa, atual secretário de Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba, não poderá disputar as eleições para uma vaga na Assembleia Legislativa, por conta da legislação eleitoral. “Tenho conversado com aliados, partidos políticos, o meu partido, pessoas cujas opiniões são importantes para mim para tomar uma decisão que espero seja acertada e seja melhor para o Paraná”, ponderou.

E os outros?

A decisão de Richa, se vai ou fica, interessa à família, mas muito mais aos de fora dela. É o caso da vice-governadora Cida Borghetti (PP), que tem ambição de assumir a cadeira de governadora para pavimentar sua candidatura em outubro e se tornar a primeira mulher eleita ao governo do Estado.

Se ela se candidatura, o apoio de Beto teria de ser decidido entre Cida e o deputado estadual Ratinho Jr (PSD), que conta com o governador no palanque desde a última eleição, quando, num acordo, abriu mão da candidatura em favor de Beto.

Se Beto fica e Cida não sai candidata, a disputa pode centrar apenas entre Ratinho e Osmar Dias (PDT).

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