A passos lentos

Por Carla Hachmann

Passado um terço do ano, a euforia que abriu 2019 deu lugar à preocupação. As revisões sucessivas do mercado insinuam novo “pibinho” e até quem vinha em ritmo acelerado começa a perder fôlego.

Embora tenha fechado abril com o segundo melhor saldo comercial, a balança traz números que chamam a atenção. As exportações apresentaram leve recuo na comparação com o ano passado e as importações, que vinham empolgadas demonstrando um reaquecimento econômico desde janeiro, pisaram fundo no freio.

Os sinais de alerta vêm sendo dados desde o segundo mês do ano. A economia não tem conseguido reagir conforme a esperança e o otimismo vai dando esfriando. A fumaça está subindo e fica cada vez mais evidente que não havia o fogo prometido.

Mas pudera! Uma semana com feriado na quarta-feira é morta no Brasil. O poder público para, como se nada houvesse de importante. Quem pode se dar o luxo de folgar uma semana inteira?

Parece que os anseios do povo e do setor produtivo não têm pressa. Parece que vivemos num mar de rosas e que não tem problema adiar discussões, dar uma descansada e sair de foco.

Fica difícil querer que o Brasil cresça num ritmo mais forte, na casa de 3%, 4% ao ano, se quem o governa emenda a folga em toda a oportunidade que surge.

O povo continua precisando de emprego, renda, saúde. Ninguém deixa de comer só porque é feriado. Ou não adoece porque gestores resolveram espichar a folga.

 

 



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