Policial

Excesso de velocidade pode ter provocado tragédia na BR-158

Das 43 pessoas que estavam no coletivo, sete morreram na hora: três homens, três mulheres e uma criança de 3 anos

Campo Mourão – Sete pessoas morreram e outras quatro ficaram gravemente feridas em um acidente envolvendo um ônibus de turismo da empresa Expresso Maringá na madrugada de ontem, na BR-158, em Campo Mourão. O veículo saiu da pista em uma curva e tombou.

Das 43 pessoas que estavam no coletivo, sete morreram na hora: três homens, três mulheres e uma criança de 3 anos. A suspeita da PRF (Polícia Rodoviária Federal) é de que as vítimas fatais não estavam usando o cinto de segurança, já que todas foram ejetadas do coletivo.

Ainda segundo a PRF, quatro pessoas foram encaminhadas a hospitais da região em estado grave. Dentre os sobreviventes do acidente estava o motorista do ônibus, que foi submetido ao teste do bafômetro – o resultado foi negativo para consumo de álcool.

O condutor contornava um viaduto sobre a BR-158 para acessar a rodovia novamente, quando perdeu o controle da direção e o ônibus tombou sobre a defensa metálica e desceu um barranco de aproximadamente 15 metros antes de capotar.

Uma das prováveis causas do acidente foi o excesso de velocidade, já que, de acordo com a PRF, o tacógrafo travou em quase 100 km/h e o trecho tinha como limite 40 km/h. No entanto, apenas uma perícia oficial poderá apontar o que realmente causou a tragédia.

Vítimas fatais

De acordo com a empresa Expresso Maringá, o coletivo saiu de Foz do Iguaçu e com destino a Maringá, no Norte do Estado. Dos 42 passageiros, 30 embarcaram em Foz, cinco em Medianeira e outros sete em Cascavel. Uma das vítimas fatais era moradora de Marechal Cândido Rondon. Trata-se de Idalina Joanna Vianna Guzzoni, de 82 anos, mãe da jornalista Juliane Guzzoni, que iniciou a carreira no jornal O Paraná e hoje trabalha na RPC Londrina. Já Alecssandro Ramos Martins, de 36 anos, residia no Rio de Janeiro mas será sepultado em Cascavel, onde mora sua mãe. Outras três vítimas eram moradoras de Sarandi: João Alves Martins, a esposa Lucilene Vieira e a filha Júlia Vieira, de apenas 3 anos. As outras duas residiam em Maringá: Olésia Antiqueira Basseto e Onésio Ribeiro Filho.