Cotidiano

Solidariedade diz que entrará no STF contra manutenção de direitos de Dilma

2016 935578594-201608311635219999_AP.jpg_20160831.jpgBRASÍLIA ? O presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força Sindical, anunciou que o partido vai ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a decisão do Senado em condenar a ex-presidente Dilma pelo crime de responsabilidade, sem a aplicação da pena de inabilitação do exercício da função pública no período de oito anos. Em nota divulgada nesta quarta-feira, Paulinho classificou a decisão como “absurda” e afirmou que a presidente condenada por crime de responsabilidade não pode exercer cargos públicos no país.

?O que presenciamos aqui foi um absurdo, pois não existe condenação sem pena e a ex-presidente Dilma deverá ficar afastada de qualquer função pública. Temos que destacar que Dilma foi condenada e deve pagar por isso, pelo bem do Brasil. É tchau querida, por oito anos!?, diz o deputado na nota.

A decisão de votar em separado a manutenção dos direitos de Dilma a exercer cargos públicos e o impeachment gerou controversa entre aliados do governo recém-empossado de Michel Temer. No início da tarde, DEM e PSDB chegaram a anunciar que entrariam com recurso no STF e falou-se até em romper com Temer, mas os dois partidos resolveram recuar e não vão mais recorrer contra a manutenção dos direitos da petista. Segundo Agripino Mais (RN), presidente do DEM, não faz sentido o risco de questionar, no STF, todo o processo de impeachment:

? Fizemos uma reunião para refletir e não achamos coerente recorrer ao Supremo. Também não faz sentido romper com o governo que acabamos de legitimar. O que exigiremos do presidente Temer é unidade de pensamento de sua base, a começar pelo PMDB, que mostrou desunião. O governo tem que mostrar capacidade de união ?disse Agripino.