Cotidiano

Tecnologia reduz necessidade de banco físico, diz diretor do BC

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SÃO PAULO – O diretor de regulação do Banco Central, Otávio Ribeiro Damaso, afirmou nesta terça-feira que a inovação tecnológica está mudando o perfil dos serviços financeiros no Brasil e que isso leva a uma menor necessidade de uma estrutura física para atender os clientes bancários. Segundo ele, o Brasil corre o risco de ficar para trás se não se adequar a essa nova demanda.

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? A forma de demanda de serviços financeiros está mudando. Com o acesso remoto, a necessidade de ter agências está diminuindo e perdendo a importância ? disse durante seminário promovido pela Acrefi, em São Paulo.

Em sua avaliação, o Brasil tem que passar por essa mudança e lembrou que o país ja está atrás de outros mercados emergentes, como a China, que já conseguiram expandir o atendimento móvel, preenchendo lacunas estruturais de casa país.

Neste ano o BC já tomou iniciativas que sinalizam que está aberto que novas tecnologias sejam incorporadas ao sistema financeiro, permitindo uma maior concorrência.

No início do ano, ao permitir que contas correntes possam ser abertas sem a necessidade de ida a uma agência, a autarquia acabou por permitir a atuação do Banco Original, do grupo J&F (holding que controla a JBS), que investiu em um atendimento digital para atender pessoas físicas. Já o Banco do Brasil anunciou nesta semana o fechamento de mais de 400 agências, uma vez que os clientes tendem a buscar mais os canais digitais de atendimento.

Damaso lembrou que novos serviços financeiros podem surgir a partir da inovação e lembrou que enquanto o Brasil não conta com mais de 20 empresas que atuam como peer to peer lending, ou seja, empréstimo direto a pessoas ou projetos sem intermediação financeira, na China são mais de 4 mil.

? A questão do banco físico está gradativamente sendo rompida devido à novas tecnologias e ao uso de smartphones. Uma interferência mais forte do BC nessa área poderia impedir seu desenvolvimento, mas não descuidar da estabilidade financeira ? afirmou.

O diretor do BC destacou ainda a consulta pública que está sendo feito pela autarquia irá discutir uma regulamentação segmentada ao tamanho da instituição, ou seja, bancos menores, e que têm um menor risco sistêmico, terão menos exigências de requerimento de capital para operar.