Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito das Horas Extras já apontam uma linha conclusiva para a investigação: jornadas exaustivas de trabalho por parte dos servidores, devido defasagem do quadro de funcionários públicos e a demanda crescente no Município em serviços de saúde e educação.

Nesta quarta-feira, às 14h, estarão reunidos os vereadores: Olavo Santos (PHS) – relator, Carlinhos Oliveira (PSC) – presidente – e Josué de Souza (PTC) secretário, para analisar toda documentação coletada. Em três meses de apuração foram ouvidos motoristas dos setores de Educação e Saúde, além de secretários atuais e ex-secretários das pastas e demais envolvidos com o controle dos gastos com horas extras.

A investigação teve origem em indícios de irregularidades apontados pelo vereador Celso Dal Molin (PR), que verificou alto gasto de horas extras: quatro servidores acumularam em um mês mais de 200 horas extras. A CPI fez um pente fino desse montante entre os anos de 2013 e 2017.

Ajuste final

Agora, com toda documentação coletada e todos os depoimentos dos envolvidos, os integrantes da CPI ajustam a decisão final. Caberá ao relator definir o que será feito a partir de agora: o mais provável será uma recomendação de contratação de mais servidores para aliviar a rotina dos motoristas. Isso deve ocorrer já na próxima semana. Carlinhos aponta que embora os gastos sejam elevados o mais evidente é uma jornada exaustiva por parte dos servidores. “Ficou claro que as horas extras eram necessárias devido a falta de servidores e o excesso de trabalho. Fizemos todo um comparativo dos documentos que apontam que as horas foram de fato cumpridas”, diz Oliveira.