Cotidiano

Renan diz que governo não pode ser ?errático? sobre reforma da Previdência

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BRASÍLIA ? O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que o governo Michel Temer não pode ser ?errático? em relação a reforma da Previdência. Segundo ele, é preciso escolher uma proposta que tenha condições de ser aprovada e que respeite os direitos adquiridos. Dentro do Palácio do Planalto, ministros já defendiam um novo recuo e o adiamento da apresentação da proposta porque o país está em pleno período eleitoral.

? É errático defender a reforma como uma saída para todos os problemas econômicos e previdenciários do Brasil. Mais importante se será antes ou depois da eleição (a apresentação da proposta) é a definição sobre modelo consistente de reforma. O que o governo está precisando definir é um modelo de reforma. Você precisa fazer a reforma, mas tem que ter regra de transição, tem que respeitar direito adquirido, expectativa de direito. Ou teria contra ela logo uma decisão do STF e daí se esvaía a expectativa ? disse Renan.

O presidente do Senado disse que não adianta forçar a apresentação de uma proposta só para agradar o mercado financeiro.

? Se for a ferro e fogo, não vai ? disse Renan.

PSDB COBRA ENVIO DE REFORMA ANTES DAS ELEIÇÕES

Um dos principais aliados do governo, o PSDB cobra o envio da proposta de reforma da Previdência antes das eleições municipais de outubro. No início do mês, o partido foi surpreendido com a sinalização do governo do presidente Michel Temer de encaminhar a reforma da Previdência ao Congresso somente após a eleição.

Sem esconder certo desconforto com a situação, o presidente nacional da sigla, senador Aécio Neves, afirmou que Temer precisa deixar claro as prioridades do governo no campo das reformas estruturantes. O tucano se encontrou com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e, juntos, cobraram rapidez para as mudanças na Previdência.

Logo depois, o presidente Michel Temer decidiu enviar ao Congresso Nacional a reforma da Previdência ainda em setembro. O governo não estipulou meta para a aprovação das medidas, mas espera que a tramitação seja ?a mais breve possível?. A expectativa é de que o texto da reforma, que não será fatiado, fosse finalizado na semana passada e que, na sequência, Temer conversasse com a base parlamentar.