Refugiados: esse drama é nosso

Por Carla Hachmann

Desde o acirramento da crise interna na Venezuela, mais de 4 mil pessoas deixaram suas casas e buscaram refúgio em diversos lugares. Em muitos foram rejeitados, em outros, “aceitos”. Sem alternativa, aceitaram as condições impostas e tentam sobreviver até que dias melhores voltem.

O drama dos venezuelanos expõe um pouco do que vivem Europa, África e Ásia, especialmente em decorrência de conflitos civis. Nos Estados Unidos, a “invasão” pela fronteira mexicana é histórica e já virou diversos filmes, alguns horrivelmente macabros, assim como a realidade.

A Acnur (Agência das Nações Unidas para Refugiados) acaba de lançar no Brasil uma campanha com o tema #GenteDaGente para mostrar que os refugiados são pessoas como quaisquer outras.

A agência diz que ainda existem mitos de que essas pessoas seriam “terroristas”, “fugitivos” ou que “roubarão os nossos empregos”. A campanha visa informar melhor a esse respeito.

Segundo o representante da Acnur no Brasil, José Egas, “refugiados são pessoas que têm sonhos e planos para um futuro melhor, como qualquer um”.

O Brasil acolheu os haitianos, que perderam quase tudo em 2010, quando um terremoto chacoalhou a ilha. A região oeste tem milhares deles que quase se sentem em casa, constituíram família e hoje estão tranquilos. Os venezuelanos ainda trilham esse caminho.

A intenção da Acnur é incitar a empatia e a solidariedade. A iniciativa reúne o potencial de compaixão dos brasileiros com a história de alguns refugiados, criando conexões interpessoais.

 

 



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