Cotidiano

Praia de Paris às margens do Sena tem segurança reforçada

201607200841421638_AFP.jpg PARIS – ?Esta praia é maravilhosa?, disse Ana Scoralick, turista de Minas Gerais, enquanto se deitava na areia, de biquíni. O cenário não é uma praia brasileira, mas uma das margens do Rio Sena, em Paris. Ela diz não temer atentados terroristas.

A capital francesa inaugurou, nesta quarta-feira, seu programa de verão ?Praias de Paris? na margem direita do Sena e na lagoa La Villete, no norte da cidade, com rígidas medidas de segurança. Para a ocasião foram mobilizados 3.500 toneladas de areia, 50 palmeiras, 900 cadeiras e 450 guarda-sóis.

O número de turistas que visitam Paris caiu em 11% desde janeiro deste ano. O impacto do atentado em Nice, na última semana, ainda não foi calculado. Nesse contexto, a manutenção do programa Praias de Paris é um desafio. Mesmo que o governo tenha decidido por não ceder ao clima de preocupação, a polícia da capital anunciou o cancelamento de algumas atividades como o fechamento da Champs Elisées para pedestres e a instalação de um cinema ao ar livre. As praias foram mantidas, mas com medidas de seguranças adicionais.

? Sinto-me completamente segura, mais que ano passado ? comentou Ana, que notou mais policiamento nas ruas em relação à última vista à cidade em 2015.

Em uma entrevista coletiva improvisada no local, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, disse que ?a segurança foi reforçada, especialmente com a colocação de barreiras nas rampas? de acesso aos cais do Sena. A margem direita será fechada ao tráfego e a vigilância também foi aumentada na circulação de barcos no rio.

? Queremos que os parisienses reconquistem sua cidade com todas as atividades que propomos. Ou simplesmente se sentem, leiam e desfrutem Paris ? disse a prefeita.

A 15ª edição do Praias de Paris conta com uma agenda de eventos especiais no Museu do Louvre, no zoológico da cidade e no Museu de Arte Moderna. A cidade aposta na riqueza da sua cultura como resposta à violência e à intolerância.

? É muito importante que todos os eventos culturais tenham lugar. A pior coisa seria parar tudo, seria uma espécie de capitulação, estaríamos cedendo à pressão dos terroristas ? disse Bruno Julliard, vice-prefeito de Paris.