Cotidiano

Político de extrema-direita é investigado por vender objetos nazistas

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BERLIM ? Um importante político do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), maior representante da extrema-direita alemã, está sendo investigado por vender artefatos nazistas pela internet. Rudolf Mueller, o principal nome da legenda para as eleições do estado de Sarre (Sudoeste) no ano que vem, vendeu medalhas e moedas usadas em campos de concentração através de sua loja de antiguidades.

Promotores de Saarbruecken, capital de Sarre, afirmaram na quinta-feira que acreditam que Mueller agiu fora da lei alemã, que proíbe a comercialização de ?símbolos de organizações inconstitucionais?. A emenda não especifica quais são os emblemas ilegais, mas a regra é frequentemente usada para confiscar objetos com a suástica nazista, diz o jornal ?Independent?. A lei abre exceções para usos artísticos e educacionais.

Mueller admitiu que fez as vendas, mas alegou que desconhecia a proibição. Em entrevista ao jornal ?Saarbrücker Zeitung?, ele disse não achar ter violado a lei.

? (Não é) fundamentalmente, um problema moral, e certamente não é criminal ? afirmou.

Criada em 2013, a Alternativa para a Alemanha (AfD) é acusada frequentemente de ser nazista por suas posições de extrema-direita. Com forte discurso anti-imigrantes, a legenda passou a representar nove dos 16 ?Länder? (estados federados) após as eleições deste ano.

Em entrevista ao GLOBO, o líder do partido em Berlim, Georg Pazderski, afirmou que a sigla não é nazista, mas conservadora.