Cotidiano

Polícia descarta que assessor de Feliciano tenha sequestrado jovem

SÃO PAULO ? O delegado Luís Roberto Hellmeister, responsável pela investigação do caso de tentativa de estupro envolvendo o pastor e deputado federal Marco Feliciano, descartou hoje que Patrícia Lelis, a jovem que teria sofrido a violência, tenha sido submetida à cárcere privado pelo chefe de gabinete de Feliciano, o policial aposentado Talma Bauer.

De acordo com Hellmeister, imagens do encontro de Patrícia com Bauer em um hotel em São Paulo mostram que ela abraçou o chefe de gabinete e não demonstrou se sentir intimidada. Bauer também teria pago as diárias da moça no hotel.

? Está quase descartada também a acusação de ameaça de Bauer contra Patrícia ? disse o delegado.

Segundo Hellmeister, que chegou a declarar que pretendia pedir a prisão de Bauer na última sexta-feira, a reviravolta no caso aconteceu depois que Emerson Biason, uma testemunha que se identificou como amigo de Patrícia, desmentiu as acusações de ameaça e afirmou que a jovem teria recebido R$20 mil de Bauer para gravar vídeos desmentindo que Feliciano a teria agredido. Segundo o delegado, Biason afirmou que Patrícia teria pedido a ele para guardar o dinheiro para ela. A polícia apreendeu os R$20 mil.

Ao GLOBO, Bauer afirmou que não repassou nenhum valor a Emerson ou Patrícia, mas admitiu ter pago as diárias de hotel a pedido dela.

? Eu paguei umas duas diárias porque ela estava sem dinheiro e fiquei com dó. Nem lembro quanto custou, foi pouquinho, uns duzentos e pouco reais, do meu dinheiro mesmo ? disse Bauer. Segundo ele, Patrícia estaria em São Paulo para dar palestras sobre seus vídeos no Youtube.

Bauer nega ainda que tenha ameaçado Patrícia.

? Eu não fiquei um minuto sozinho com ela, tenho testemunhas ? afirmou o assessor, dizendo-se tranquilo. Depois da detenção, Bauer postou fotos em redes sociais em que diz que foi pego por um Pokémon, em tom de piada.

No fim de semana, Feliciano negou ter cometido crime em vídeo na internet e acusou Patrícia de falsa comunicação de crime. Patrícia não foi localizada pela reportagem para comentar o assunto.