Economia

Paraná dobra saldo e chega a 61 mil novas vagas em 11 meses

O Estado se mantém como o segundo maior empregador com carteira assinada do País

Paraná dobra saldo e chega a 61 mil novas vagas em 11 meses

Cascavel – O Paraná criou 61.586 empregos formais de janeiro a novembro de 2020 e se mantém como o segundo maior empregador com carteira assinada do País. O saldo acumulado até novembro é o dobro do que registrado até outubro. Especificamente em novembro, o Estado manteve a trajetória de recuperação de vagas no mercado de trabalho e registrou 29.818 mil novos empregos.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia divulgados nessa quarta-feira (23).

Com isso, o Estado se mantém como o segundo maior empregador com carteira assinada do País. “Em um ano tão difícil, marcado por uma pandemia que abalou a economia do mundo todo, o Paraná mostra mais uma vez a sua força, a sua vocação para o crescimento e para a geração de emprego e renda”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

“Chegamos a mais de 61 mil novos postos de trabalho abertos. Um resultado excelente, que comprova o acerto nas medidas tomadas pelo Governo do Estado para a retomada econômica”, completou o governador. “Emprego é a melhor política social que existe. Dentro do possível, o paranaense vai ter um Natal e fim de ano feliz”.

Os setores que mais colocaram pessoas no mercado de trabalho, em novembro, foram Comércio, com saldo de 11.832 empregos criados, seguido de Serviços (10.134), Indústria de Transformação (6.956) e Construção (2.158).

 

Ranking

O resultado paranaense, no saldo acumulado, ficou à frente de São Paulo, que ocupa a terceira colocação, com saldo de 40.856. “Estados que geralmente apresentam bons números não tiveram bom desempenho, como Rio Grande do Sul, na 26ª colocação (-19.532) e Rio de Janeiro, na 27ª colocação, com saldo negativo de 133.754 empregos”, informa o secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

O resultado de novembro foi o segundo melhor registro desde o início da pandemia e do ano. Esse resultado colocou o Estado na quinta colocação no ranking das unidades federativas, para o mês.

 

Cidades

Curitiba lidera a relação dos municípios, com saldo de 6.861 novos postos de trabalho no acumulado do ano (janeiro a novembro), seguido de Ponta Grossa (5.854), Cascavel (2.773), Ortigueira (2.676), Toledo (2.602), Arapongas (1.982), Rolândia (1.825), Matelândia (1.706), Umuarama (1.682) e Colombo (1.279).

Novembro zera perdas da pandemia

 

Cascavel – O temível ano de 2020 vai chegando ao fim com indicadores econômicos mais animadores do que os estimados há alguns meses. A pandemia provocou demissões recordes, com mais de 8,7 mil postos de trabalho fechados em três meses na região oeste, e quase 100 mil vagas em todo o Paraná. Passados 11 meses do ano, os números são menos trágicos.

Na região, o déficit da pandemia zerou com o resultado de novembro. Foram abertas 3.391 vagas com carteira assinada no mês passado, gerando saldo positivo de 8.775 empregos no ano e, considerando apenas o período da pandemia (março-novembro), agora são +2.605. O sinal negativo ficou para trás.

Contudo, algumas cidades ainda não conseguiram recuperar as perdas, a exemplo de Foz do Iguaçu, a mais atingida devido ao fechamento dos passeios turísticos. Mesmo com abertura de 941 vagas mês passado, o Município acumula 4.797 postos de trabalho fechados no ano, e -5.201 durante a pandemia.

Em novembro, o destaque positivo ficou com Cascavel, com 1.012 novas contratações, elevando para 2.773 o superávit no ano, superando Toledo, que até então vinha na liderança, e que gerou 2.602 postos de trabalho em 11 meses.

Os números se aproximam do desempenho de 2019. No acumulado de janeiro a novembro do ano passado, a região tinha criado 9.553 empregos com carteira assinada.

Brasil cria 414,5 mil vagas em melhor novembro da história

 

Brasília – Pelo quinto mês consecutivo, o número de contratações com carteira assinada superou o de demissões no Brasil. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nessa quarta-feira (23), o País criou 414.556 vagas de emprego em novembro. O número é o melhor da série histórica da pesquisa, iniciada em 1992.

Diante da sequência de dados positivos, o saldo acumulado em 2020 ficou positivo pela primeira vez e chegou a 227.025 postos de trabalho criados ao longo do ano.

Ao avaliar os dados, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o fato de os setores de comércio e serviços, os mais atingidos pela pandemia, terem sido destaques na geração de emprego, com 179.261 e 179.077 postos respectivamente, significa que o Brasil apresenta uma “retomada em V da economia”.

“Como eu disse, o Brasil está surpreendendo o mundo. As reformas prosseguiram, em ritmo mais lento, mas seguem acontecendo, e a economia brasileira voltou em V, como poucos acreditavam. Em vez da destruição de 1,5 milhão de empregos, como na recessão de 2015, da destruição de 1,3 milhão em 2016, nós já estamos, antes de chegarem os dados de dezembro, com 227 mil empregos criados”, destacou.

 

Vacinação

Guedes agradeceu a resiliência dos brasileiros neste ano e disse que todo o esforço em 2021 será para uma vacinação em massa contra a covid-19. “Foi um ano muito difícil para todos nós. Eu espero que vocês se mantenham em boa saúde e celebrem a vida com as famílias. No ano que vem, nossa esperança e nosso trabalho vão ser a vacinação em massa para salvar vidas, garantir um retorno seguro ao trabalho e garantir a retomada do crescimento econômico brasileiro”, afirmou o ministro.

 

Setores

A abertura líquida de 414.556 vagas de trabalho com carteira assinada em novembro foi impulsionada pelos setores de serviços, comércio e indústria.

De acordo com os dados do Caged, houve saldo positivo de 179.261 contratações no setor de serviços em novembro, que liderou entre os segmentos no resultado líquido. No comércio, o saldo foi de 179.077. Já na indústria, foram 51.457 vagas no resultado final do mês passado. Em seguida vem construção, com abertura líquida de 20.724 vagas. No setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura houve fechamento de 15.353 vagas.