Cotidiano

Oposição quer coalizão para eleição à reitoria da Unioeste

O pré-candidato Wilson João Zonin obteve o apoio do ex-reitor e do atual vice-reitor

Cascavel – A oposição ao atual reitor da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), Paulo Sérgio Wolff, o Cascá, deu, na quarta-feira (5), um importante passo para formar uma coalizão visando a eleição neste ano. O pré-candidato Wilson João Zonin obteve o apoio do ex-reitor Ricardo Rocha e do atual vice-reitor, Carlos Alberto Piacenti.

“Estamos buscando o alinhamento de pessoas de oposição que atuam na Unioeste. Queremos juntos com essas pessoas e a comunidade universitária apresentar uma nova proposta de gestão para a Universidade”, afirmou Zonin durante visita à redação de O Paraná. Ele estava acompanhado por Piacenti e Ricardo Rocha.

Ligado ao curso de Engenharia Civil, campus de Cascavel, Ricardo Rocha foi o terceiro colocado na eleição a reitor em 2011, obtendo 16,22% dos votos. Já Piacenti se elegeu vice-reitor na chapa liderada por Cascá, que obteve 48,07% dos votos.

Piacenti será novamente pré-candidato a vice-reitor, mas desta vez na chapa de oposição liderada por Zonin.

“A minha dissidência em relação ao atual reitor se deve, principalmente, à falta de planejamento a longo prazo da Unioeste, que não pode seguir dessa forma”, explicou Piacenti.

Para Zonin, a formação de uma coalizão de oposição é possível.

“Trata-se de uma proposta bastante viável porque há um desejo de mudança em defesa do que é melhor para a universidade. Hoje, a Unioeste passa por momento de desmanche total com a falta de pessoal e investimentos para as áreas de pesquisa e extensão”, afirmou o pré-candidato a reitor.

De acordo com ele, desde 2002 não há contratação de servidores, comprometendo o funcionamento de departamentos e de cursos de graduação nos cinco câmpus (Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão).

O grupo de oposição também clama por mais transparência na gestão.

“Hoje não sabemos quantos cargos comissionados existem na Unioeste porque não temos acesso a esses dados. Isso dá a impressão que a instituição virou um cabide de emprego e nós não queremos isso. Vamos lutar para construir uma nova gestão pública de acordo com os princípios da ética e da moral”, afirmou Zonin.