Reportagem: Milena Lemes

A Amoclau (Associação dos Moradores do Claudete) e a Associação de Moradores e Amigos Bairro Cancelli estão convocando a população para irem até a Fonte dos Mosaicos em Cascavel neste domingo, às 15h. Eles decidiram se unir e pedir apoio popular para que o local não deixe de existir.

Isso porque a praça foi construída pela prefeitura em um terreno privado e uma decisão judicial do STJ (Superior Tribunal de Justiça), publicada em setembro de 2018, determina que o imóvel seja devolvido aos proprietários.

“Nós vamos fazer um piquenique, um abraço simbólico na praça, uma caminhada para divulgar a importância de termos esse espaço porque somos carentes de locais públicos na nossa região. Queremos que a prefeitura e os demais órgãos se preocupem em negociar com o proprietário para que ele seja ressarcido de alguma forma e a gente não perca a praça”, explica Clóvis Petrobeli, um dos membros da diretoria da Amoclau.

De acordo com ele, as associações estão trabalhando para envolver toda a comunidade no assunto: “Nós vamos às igrejas e vamos convidar as pessoas por meio das redes sociais para que levem as crianças, que reúnam a família…”

Proprietário quer vender área

De acordo com o proprietário do terreno onde está a Fonte dos Mosaicos, Rafael Guttierres, a família dele não foi comunicada da construção da fonte em 2004. “A Justiça entendeu que aquele terreno pertence à minha família. Nós queremos que o certo seja feito”.

Ele explica que não tem interesse em fechar a praça, mas vender o terreno para o Município. “Eu tenho interesse que a praça continue”, assegura.

Rafael conta que, ao dialogar com a administração municipal, foi-lhe oferecido outro lote, mas ele não aceitou. “Eu moro em Paranaguá, para mim não é interessante ter lote em Cascavel”.

O proprietário diz que vai tentar um acordo com a prefeitura pelos próximos 30 dias, mas, se não conseguir, vai vender o imóvel para a iniciativa privada.

De acordo com ele, várias imobiliárias já o procuraram para fechar negócio.

A reportagem procurou a administração municipal e a Procuradoria-Geral do Município informou não existe ordem de reintegração de posse da área.