Cascavel – Aproximadamente 200 pessoas participaram na quinta-feira (20) do Encontro Tecnológico de Inverno 2015 na Coodetec (Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola). Foi um dia todo de capacitação e palestras destacando a culturas do trigo, do milho e da soja.

O foco foi o manejo do solo com objetivo de levar mais informações aos agricultores e agrônomos sobre a importância desta ação minimizando a mobilização de solo e aumentando a matéria orgânica nas lavouras.

O pesquisador da Embrapa, Henrique Debiasi, explicou por que é necessária a rotatividade.

“O plantio do trigo, por exemplo, é importante para diversificar o sistema da soja e do milho safrinha. Fato de produzir uma melhor cobertura do solo, o trigo tem espaço neste sistema e sua inclusão no outono e inverno aumenta a rentabilidade. Traz mais rentabilidade para todas as culturas de grão e contribui com a redução nos custos no controle de plantas daninhas”, frisa.

Ele também discorreu sobre prejuízos que o uso contínuo das lavouras de soja e milho sem a rotação durante o outono e inverno podem trazer aos produtores rurais.

“Um dos principais problemas do solo é a compactação. Pesquisas revelam que 45% das lavouras no Paraná sobrem com esse problema. Chuva forte aumenta o retorno da erosão e se perde mais da metade da precipitação com o escoamento. Isso é ruim para o solo que acaba não absorvendo a água”, acrescenta Debiasi.

Outro fator é a semeadura precoce e o curto espaço entre o plantio e a nova semeadura.  A diversificação foi reforçada em todos os momentos. Em grupos, os participantes foram a campo ver na prática variedades do trigo e como os cuidados com o solo podem trazer ótimos benefícios às lavouras.

“Já tinha conhecimento, mas agora sei da importância do plantio no tempo certo e principalmente os cuidados com o solo. Tenho um espaço de 22 hectares e tento sempre diversificar”, comenta o produtor rural João Claro do Distrito de Sede Alvorada.

Diego Carvalho é agrônomo e trabalha em uma cooperativa em Ubiratã. Voltou para casa com mais conhecimento.

“Além de desenvolver uma lavoura mais sadia, a rotação tende a proporcionar mais rentabilidade. Vou repassar para os colegas de trabalho o que aprendemos aqui”, revela.

Em campo

O encontro também contou com exposição de novas marcas e produtos. Os visitantes puderam acompanhar o desenvolvimento de seis cultivares de trigo, com alto potencial produtivo e com DNA de qualidade. Máquinas agrícolas de última geração também foram expostas aos participantes.

(Com informações de Eliane Alexandrino)