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Jair Ventura enaltece grupo após vitória do Botafogo sobre o Cruzeiro

Botafogo 2 x 0 Cruzeiro - Satiro Sodré - Botafogo.jpgApós a vitória de 2 a 0 sobre o Cruzeiro em pleno Mineirão, que levou o Botafogo ao oitavo lugar no Campeonato Brasileiro, o técnico Jair Ventura elogiou a força coletiva e empenho da equipe, que venceu quatro dos últimos cinco jogos na competição, colocando o time mais próximo do G4 do que da zona de rebaixmaneto. Ele destacou a importância do resultado para as pretensões do clube carioca na sequência do Brasileirão.

TABELA: Jogos e classificação da Série A

Ao longo do jogo, o Botafogo conseguiu segurar o ímpeto do Cruzeiro, e se aproveitou dos contra-ataques para garantir a vitória. Jair Ventura lembrou que o alivinegro não vencia a raposa em Minas Gerais há 19 anos, mas evitou a euforia, apesar da arrancada do time nas últimas rodadas. Ele também lembrou que a equipe jogou desfalcada nos últimos dois jogos, mas encontrou força no banco de reservas para conquistar os seis pontos.

– Estava olhando agora, tinha 19 anos que o Botafogo não ganhava aqui. Isso mostra a força do grupo, do nosso trabalho, a importância de todos. O treinador sempre tenta ter o grupo mais homogêneo, mas é difícil. Quem entra vem dando conta. Os resultados estão aparecendo por isso. Quatro desfalques novamente, contra o Cruzeiro completinho. O sonho de todo treinador é repetir a equipe, mas quando não é possível tem que ir se adequando. Cabe ao treinador achar a melhor maneira de jogar. A vitória hoje foi do grupo – exclamou Jair.

Sobre a goleada de 5 a 2 para o Cruzeiro na Copa do Brasil, o técnico disse que conversou com a equipe, mas procurou evitar um clima de vingança pelo resultado, que considerou injusto e atípico. No entanto, o treinador tentou elevar a confiança do grupo antes do jogo, e comemorou a postura do time.

– Quando conversei com eles na preleção, falei: “Aquela coisa de vingança não”. Aquele placar foi elástico, mas quem viu o jogo sabe que foi atípico. Foram dois gols contra, a gente perdeu um jogador no final, teve o pênalti que não sei se foi. A gente sabia que não era o normal do nosso time. A desconfiança fica do vestiário para lá. Sabia que ia ser difícil fazer esse jogo aqui, mas armamos a nossa estrategia – frisou.

As mudanças táticas no time foram outro abordado pelo treinador. Com a adoção do 4-2-3-1 no lugar da trinca de volantes, o time ganhou velocidade pelos lados do campo, mas Jair Ventura ressaltou que não pode ficar preso a esquemas táticos. Para ele, é necessário adaptar a tática às circunstâncias de cada jogo.

– O grande segredo do treinador é não ficar engessado a um sistema de jogo, não posso jogar só no losango, ou no 4-2-3-1, ou no 4-4-2. Eu tenho que fazer os jogadores entenderem vários sistemas de jogar – pontuou,