Política

Giro político do dia 12 de setembro de 2019

Campanha nas secretarias

Servidores públicos de olho nas eleições do ano que vem têm se aproveitado da máquina pública para conquistar eleitores. Funciona assim: a administração executa obras em determinadas regiões – desde adequação de vias e sinalização – e esses pretensos candidatos aproveitam para abordar os moradores logo depois assumindo a “paternidade” da obra. Teve até o caso de uma academia da terceira idade, cujo local já estava definido pela Associação de Moradores e um interessado em levar os louros da benfeitoria fez reunião para mudar a área. Diante da previsível confusão, o atravessador suspendeu a ação eleitoreira.

No alvo

Por outro lado… O vereador Josué de Souza (PTC) denunciou que havia na Secretaria de Agricultura o uso da estrutura para interesses eleitorais e o secretário Nei Haveroth chegou a ser cobrado na tribuna, visto o maquinário adquirido há pouco tempo. O prefeito Leonaldo Paranhos entrou em contato e alertou Josué de que o buraco era mais embaixo e que havia uma manobra política para prejudicar a administração municipal.

Origem

O problema seria o conserto de um pequeno trecho de uma estrada rural no Distrito Diamante 47 por populares, o que teria sido apenas uma encenação. Paranhos alertou que haverá punição ao idealizador dessa ação. “Foi um movimento político. Estrada rural é de direito das pessoas, mas a responsabilidade é da administração municipal e não podemos pegar um espaço público e fazer uma ação se não vira moda”, afirma o prefeito, que adianta: aplicará multa a quem executou o serviço em área pública.

Máquinas

Na Secretaria de Agricultura há dez patrolas que estão a todo vapor. O problema, segundo Paranhos, é a demanda: são 3,6 mil quilômetros de estradas rurais. Após toda a confusão, a equipe municipal está no Distrito Diamante 47 executando o serviço completo.

Denúncia

Às 10h desta quinta-feira (12) o vereador Celso Dal Molin (PL) entrega ao promotor Ângelo Mazzuchi documentação levantada nos últimos oito meses acerca do contrato firmado entre Município de Cascavel e Sanepar de 2004 a 2024. Ele cita valores que não teriam sido aplicados onde deveriam. Dal Molin quer que o MP investigue se houve irregularidade em relação ao cumprimento das obrigações contratuais e, se necessário, abra inquérito indicando as responsabilidades civis e criminais de ambos os lados.

Esclarecimento

Diante da repercussão da sua sugestão divulgada pela coluna ontem, o vereador Rafael Brugnerotto (PSB) pediu para deixar bem claro: as ambulâncias requeridas para o SamuPet devem ser desativadas para atendimento humano e, por isso, em vez de ficarem totalmente inutilizadas, poderiam ser usadas para o transporte animal.