Cotidiano

Ford testa “estacionamento colaborativo”

O “estacionamento colaborativo” funciona com base em dados de sensores ópticos instalados nos veículos

A Ford participa de um projeto no Reino Unido que testa o “estacionamento colaborativo”: tecnologia capaz de reduzir o estresse e a perda de tempo na busca de vagas para estacionar. A ideia faz parte do programa Autodrive patrocinado pelo governo daquele país, com 20 milhões de libras para o desenvolvimento de novas tecnologias de carros autônomos e conectados.

Os testes estão sendo realizados nas ruas e estacionamentos de Milton Keynes, cidade situada a cerca de 70 km de Londres. O “estacionamento colaborativo” funciona com base em dados de sensores ópticos instalados nos veículos, que fazem um mapeamento de temperatura do local enquanto rodam. Com essa informação, os carros “conversam” entre si e com a infraestrutura externa para estabelecer a dinâmica do tráfego de forma mais eficiente. Assim, quem está procurando uma vaga pode localizar os espaços disponíveis, no mapa exibido na tela multimídia do automóvel.

A vantagem do sistema é dispensar a instalação de sensores no estacionamento e ele também pode incorporar dados dos próprios sistemas de monitoramento do local. Um estudo recente realizado pela Ford mostra que os motoristas podem gastar, em média, mais de um dia por ano procurando vagas de estacionamento.

“Sabemos o estresse e a perda de tempo que a busca por vagas traz para os motoristas”, diz Christian Ress, supervisor de Direção Automatizada na Pesquisa e Engenharia Avançada da Ford Europa. “Nossa pesquisa de estacionamento colaborativo é uma oportunidade de devolver esse tempo para que eles tenham uma viagem mais agradável, saudável e eficiente.”

Outras ideias já apresentadas pela Ford e parceiros dentro do programa Autodrive incluem sistemas de alerta para facilitar a passagem de veículos de emergência e alerta de carros parados ou lentos à frente, que podem estar escondidos por uma curva.