Ferroeste:Estado quer trilhos de Cascavel a Foz até o fim da gestão

Cascavel – O superintendente de Governança da Casa Civil do Paraná, Phelipe Mansur, integra a comitiva do governador Carlos Massa Ratinho Junior nos Estados Unidos, onde apresentam os trabalhos para efetivação da Agenda 2030, em um evento da ONU, e ontem à tarde falou com exclusividade ao Jornal O Paraná.

Mansur coordena alguns projetos-chaves do atual governo, dentre eles a extensão da Ferroeste de Cascavel a Foz do Iguaçu: “A ferrovia tem potencial para transformar a região com um ciclo de desenvolvimento e geração de empregos que não é visto há pelo menos 16 anos”.

Para isso, os esforços estão na elaboração dos projetos que exigirão cerca de R$ 10 milhões, que serão bancados pelo Estado, para acelerar a definição do orçamento da estrutura e a forma de viabilizá-la. Fato é que todos os esforços estão voltados para que a obra saia efetivamente do papel até o fim da gestão de Ratinho Junior (2022).

Paralelo a isso, destaca Mansur, está sendo estudada a construção do segundo trilho entre Guarapuava e Paranaguá para facilitar o escoamento das cargas, hoje emperradas no meio do caminho.

Segundo o superintendente, a extensão da ferrovia no oeste caminha a passos largos e, além da linha férrea, o projeto contemplará um grande entreposto internacional em Foz, facilitando a ligação comercial e das cargas do Brasil, do Paraguai e da Argentina. “Ligando a região de Foz ao Porto de Paranaguá facilitamos o corredor bioceânico, ligando o Atlântico ao Pacifico (…) A estrutura no oeste representa mais uma etapa do projeto que liga o porto até Dourados [MS], de modo que possamos ter no Estado um grande entroncamento ferroviário”, adianta.

A proposta é para que o corredor bioceânico ligue os Portos de Paranaguá e Antofagasta, no Chile, em 2,5 mil quilômetros, integrando quatro países, facilitando as exportações de todo o cone sul para a Ásia, pelo Oceano Pacífico.

Etapas do projeto

Entre as etapas a serem realizadas está a atualização dos chamados Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, além do licenciamento ambiental para extensão da Ferroeste. Os projetos de ampliação chegaram a ser feitos em 1999, hoje desatualizados.

A estratégia para acelerar a construção é tratar dos projetos separadamente e aproveitar o desenho já traçado do ramal ligando Cascavel a Foz. O terminal férreo de Cascavel, que tem 1,6 milhão de metros quadrados e 14 empresas operando, transporta 800 mil toneladas de produtos por ano, menos de 20% da sua capacidade. A expectativa, segundo o Estado, é dobrar esse volume, incluindo também a produção paraguaia e do Centro-Oeste do País.

O segundo projeto busca dissolver o gargalo na descida da Serra do Mar até Paranaguá. Essa estrada de ferro é de 1880, inaugurada pelo imperador Dom Pedro II. Além de ser antiga, é repleta de curvas forçando redução da velocidade do conjunto locomotivo e de vagões.

Reportagem:Juliet Manfrin



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