Cotidiano

Excesso de oferta global deve limitar alta nos preços do petróleo

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RIO – O excesso de oferta global de petróleo deverá limitar a alta nos preços da commodity este ano, apesar de uma série de interrupções em produção não planejadas e da diminuição da produção não convencional (“shale”) nos Estados Unidos, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta terça-feira.

Os incêndios florestais no Canadá, a agitação política na Venezuela e interrupções de fornecimento na Nigéria e na Líbia têm retirado cerca de 4 milhões de barris de produção por dia.

Isso amenizou um pouco as preocupações com excesso de oferta e ajudou a empurrar os preços do petróleo para cerca de US$ 50 por barril pela primeira vez em sete meses.

Mas os analistas não esperam que os preços subam muito mais do que esse patamar no próximo ano.

Na mais recente pesquisa mensal da Reuters, os 33 analistas consultados previram um preço médio do Brent em 2016 de US$ 43,60 por barril, alta de US$ 1,30 ante uma previsão US$ 42,30 no mês anterior.

A pesquisa marcou um terceiro aumento mensal consecutivo nas previsões para os preços do Brent, que têm média de cerca de US$ 39 até agora este ano.

Os futuros do Brent devem ter média de US$ 56,40 por barril em 2017 e subir para US$ 64,30 em 2018, mostrou a pesquisa.

– As interrupções de produção são um fator chave de suporte de preços por ora. Nós não achamos que os preços vão muito mais longe do que isso – disse o analista de commodities Thomas Pugh, da Capital Economics.

Os analistas consultados pela Reuters previram o petróleo nos EUA em US$ 42 por barril em 2016, alta de US$ 1,50 ante a estimativa da pesquisa do mês passado. Os futuros americanos da commodity têm média de cerca de US$ 38 por barril até agora neste ano.

Os analistas foram unânimes em dizer que não há expectativa de decisões importantes para a reunião desta semana da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

No entanto, alguns expressaram preocupação com a incerteza que rodeia a estratégia da Arábia Saudita em suas disputas com o Irã por participação de mercado e após a nomeação do novo ministro da Energia Khalid Al Falih.