Saúde

Dengue: Cascavel está próxima de encerrar o pior ano epidemiológico já registrado

7.870 cascavelenses tiveram o exame positivo para dengue

Dengue: Cascavel está próxima de encerrar o pior ano epidemiológico já registrado

O trabalho no combate à dengue não parou durante a pandemia. Os servidores continuam a desempenhar as visitas domiciliares, o atendimento a denúncias e a equipe médica segue atenta e ativa no acompanhamento de pacientes. Apesar de todos os esforços, Cascavel está próximo de encerrar o ano epidemiológico com o pior ciclo da história da cidade, bem como aconteceu em outros municípios do Paraná.

De acordo com o novo Boletim Epidemiológico da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), referente ao período de julho de 2019 até esta quarta-feira (22), 7.870 cascavelenses tiveram o exame positivo para dengue. Ao todo, já foram registradas 11.452 notificações no Município, sendo que 3.582 foram descartadas. Contudo, a espera por exames está zerada.

Embora seja inverno, o combate ao pequeno mosquito Aedes aegypti não deve cessar. O mais ínfimo acúmulo de água é o bastante para o mosquito fazer um criadouro e gerar riscos à saúde da população, inclusive podendo ser fatal. Em Cascavel, mais duas mortes foram confirmadas. As vítimas são do sexo masculino. O primeiro caso é de um homem de 85 anos, que início dos sintomas no dia 18 abril e foi a óbito no dia 18 de maio. Outro caso é de um senhor de 84 anos, que teve o início dos sintomas no dia 16 de abril e faleceu no dia 12 de junho. Com essas mortes confirmadas por dengue, Cascavel chega ao total de sete mortes registradas.

Conforme o boletim epidemiológico, os bairros mais infestados pelo mosquito da dengue em Cascavel são Interlagos com 880 casos, Brasmadeira com 532, Cascavel Velho com 482, São Cristóvão com 368 e Brasília com 366 casos positivos.

SINTOMAS DE DENGUE

Se você apresentar sintomas de dengue, a recomendação da Secretaria de Saúde é buscar inicialmente o conto telefônico com a unidade de saúde mais próxima a sua casa. Em casos, mais graves, a orientação é ir até uma UPA.

 

Como posso ajudar?

Somente uma mobilização da comunidade é o que fará a diferença nessa guerra contra o mosquito. Não deixe acumular água parada, até mesmo água suja.

Dentre os locais que precisam ser vistoriados pela população estão: edícula, tonéis com captação de água da chuva, aquários sem bomba de oxigenação, pratos de vasos de plantas, bandejas das geladeiras, bebedouro de animais, tanque de roupas que ficam com água empossada no fundo, coletor de água da saída do ar-condicionado, lixeiro sem tampa e sem furo embaixo, piscinas de plástico, cisternas, caixas de gorduras e plantas aquáticas, pequenos objetos nos quintais; como tampas de garrafas, copos plásticos e brinquedos infantis. A destinação de pneus também é outro problema. A recomendação é deixá-los em uma área coberta ou então encaminhar para uma borracharia que se responsabilize. Até mesmo gotículas de água numa tampinha de plástico já são suficientes para se transformar no criadouro do mosquito.