Esportes

CRC fica a uma medalha da equipe campeã do BR

Clube de Regatas Cascavel terminou na quarta posição da classificação geral

Com apenas 10 atletas, a equipe do CRC (Clube de Regatas de Cascavel) ficou apenas uma medalha atrás da equipe campeã do Campeonato Brasileiro de Canoagem Velocidade, no último domingo (25), em Curitiba.

Foram 10 ouros para os cascavelenses, que terminaram em quarto lugar no quadro geral de medalhas, e 11 para os representantes da ACI (Associação de Canoagem de Itacaré), equipe baiana que contou com mais de 50 atletas e venceu a competição.

Na contagem geral é somada apenas uma medalha por embarcação, que pode conter até quatro atletas. Nessa conta, foram apenas 17 medalhas para o CRC, sendo uma de prata e seis de bronze, além dos dez ouros. Já a ACI terminou com 33 medalhas (11 ouros, 12 pratas e 10 bronzes).

Individualmente, os canoístas cascavelenses conquistaram mais de 30 medalhas na competição que pela primeira vez contou as disputas dos 200m no caiaque masculino e que rendeu pontuação mais elevada para as categorias de base em relação às de seniores e veteranos – para incentivar as equipes a levarem jovens ao campeonato.

Das revelações do CRC, destaque para Marco Antônio Voigt Navarro, da categoria Menor (13 e 14 anos). Ele venceu as três provas do K1 da categoria, nos 200m, 500m e 1.000m. O feito é surpreendente, pois cada distância tem uma particularidade, como explosão ou resistência.

“Surpreendeu-me mesmo foi o número de eliminatórias em cada prova, algumas tiveram quatro classificatórias, o que ocorre apenas em Mundiais e demonstra o elevado número de participantes na categoria no Brasileiro”, diz Marco Antônio, que é irmão de Vitor Hugo, que, em Curitiba, estreou na categoria Junior (17 e 18 anos) e também venceu duas provas com preparação oposta, os 200m e os 1.000m. “Isso em deixou empolgado, pois abre nova possibilidade, uma vez que minhas provas são as de longa distância. Em relação à categoria, senti uma cobrança maior, que não existia na Cadete [15 e 16 anos].

O legado para elas

Palavra que ficou famosa na Olimpíada Rio 2016, o legado da canoísta cascavelense Ana Paula Vergutz para a canoagem já começou a ser percebido no Campeonato Brasileiro em Curitiba. Primeira medalhista em Jogos Pan-Americanos (em Toronto 2015) e primeira a participar de uma edição de Jogos Olímpicos, a número 1 da canoagem velocidade brasileira viu crescer o número de participantes nas provas femininas da competição nacional.

“Gostei muito da participação feminina, com representantes nas provas das categorias de base e novas eliminatórias. Participaram muitos rostos novos, que não conhecíamos. Esse é, sim, um reflexo dessa exposição da Ana no esporte”, diz Beatriz, irmã da expoente Vergutz.

O mesmo discurso tem Emilly Conrad Schllworth. “É fato que competi em um grupo etário diferente, mas em 2015 havia apenas três meninas na minha prova e este ano já foram nove inscritas”, diz a jovem que este ano estreou na categoria Junior.