Política

Com nova sede, colégio de Campo Mourão pode triplicar número de alunos

Colégio Estadual Novo Horizonte ganhou um prédio próprio, maior e mais moderno, que foi inaugurado pelo governador Ratinho Junior

Foto Gilson Abreu
Foto Gilson Abreu

A retomada das aulas presenciais será ainda mais especial para os alunos do Colégio Estadual Novo Horizonte, em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná. A data ainda não está certa, mas quando retornarem, os estudantes terão um espaço novinho, maior e mais moderno. Nesta quinta-feira (22), o governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve na cidade para inaugurar a nova sede da escola.

Fundado em 1999, o Novo Horizonte sempre funcionou em dualidade com a Escola Municipal Professor Ethanil Bento de Assis, o que limitou o atendimento dos alunos. Agora, com a sede própria, a proposta é triplicar de capacidade, passando das atuais 270 estudantes para até 900 matrículas a partir do ano letivo de 2021.

O Governo do Estado investiu R$ 5,5 milhões na construção da unidade, iniciada em junho do ano passado e executada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar). “Uma estrutura melhor reflete em um ambiente saudável para os professores trabalharem, para os pais terem a tranquilidade de deixarem os seus filhos e, acima de tudo, na qualidade de ensino, pois os estudantes terão mais conforto e espaço para a aprendizagem”, afirmou o governador.

Para Ratinho Junior, estruturas mais modernas são fundamentais para a qualidade do ensino, junto a políticas públicas que refletem no dia a dia dos estudantes. Ele citou a evolução do Paraná no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb): Estado teve o maior avanço do País, passando da 7a para a 3a posição geral.

“Esse resultado é fruto de um planejamento que fizemos para a área da educação. Sempre tivemos bons professores e um bom quadro técnico, mas faltava este planejamento. Há 15 anos não evoluíamos no Ideb”, destacou. “Nosso objetivo é que o Paraná tenha a melhor educação do Brasil, com um olhar para o futuro. Nossos jovens precisam estar preparados para as novas profissões e para um novo mundo, que está cheio de oportunidades para quem tem uma boa base de conhecimento”, afirmou.

PROGRAMAS – O secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder, ressaltou que a evolução no Ideb foi resultado de programas como o Presente na Escola, para reduzir o abandono e a evasão escolar, e o Prova Paraná, que prepara os estudantes para as avaliações, além de projetos de tutoria e de reforço da aprendizagem.

Agora, a proposta é investir em novas disciplinas, como de programação e educação financeira. “No ano que vem, todas as turmas de Ensino Médio terão aulas de educação financeira. Além disso, vamos ampliar o ensino de programação. Atualmente, temos 10 mil alunos aprendendo a programar computadores, uma área em ascensão em termos de empregabilidade. Nosso plano, para o próximo ano letivo, é levar a disciplina a 150 mil estudantes”, disse.

REFERÊNCIA – Feder destacou, ainda, que o Estado se tornou referência de ensino durante a pandemia, com a estrutura de toda a rede para o Aula Paraná, que permitiu que os estudantes continuassem o estudo a distância por meio de aulas online e transmissões pela TV aberta, além de outros recursos. “Os professores estão dando uma média de 28 mil aulas remotas por dia. Independente das condições dos alunos, praticamente todos estão tendo acesso aos conteúdos”, disse.

AMPLIAÇÃO – A diretora do Colégio Novo Horizonte, Sandra Regina Alves explica que, atualmente, o colégio funciona em apenas dois turnos, com o Ensino Fundamental no período da manhã, dividindo o espaço com as crianças da escola municipal, e o Ensino Médio à noite. “Temos uma fila de espera para todas as séries, que não conseguimos atender por falta de espaço”, disse.

Além de não dar conta das necessidades dos estudantes – até então, o colégio não contava com laboratórios de física, química ou informática – a divisão das duas instituições em uma mesma estrutura também não acompanhou o crescimento da região onde está instalado. Alunos que moram no Jardim Santa Cruz e em outros sete bairros próximos precisam se deslocar para escolas mais distantes.

“Já iniciaremos o próximo ano letivo abrindo mais um turno, no período da tarde. A gente passa a ter salas de recurso e apoio, que até então não tínhamos condições de ofertar por falta de espaço, além de novos projetos que poderemos implantar na escola para melhorar a aprendizagem”, completou Sandra.

OBRA – A nova sede do Colégio Novo Horizonte divide o muro com a antiga e foi construída em um terreno doado pela prefeitura de Campo Mourão. O espaço é totalmente acessível, para atender com qualidade e garantir a integração dos alunos com deficiência ao ambiente escolar.

São mais de 3,3 mil metros quadrados de área construída, 14 salas de aula divididas em dois pavimentos, sala multiuso, sala ambiente localizada em um espaço aberto, laboratórios de informática e de física, química e matemática, biblioteca, cozinha, refeitório e um ginásio de esportes coberto, com banheiros e vestiário. Também conta com ambientes administrativos e uma casa para o zelador que tomará conta do local.

Ivete Keiko Sakuno Carlos, chefe do Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão, ressaltou que o novo espaço será fundamental para reforçar o aprendizado. “A concretização dessa obra era muito esperada. Com este espaço e a instalação dos laboratórios para as aulas práticas, o nível de aprendizagem e o aproveitamento dos alunos serão muito superiores”, afirmou.

O diretor-presidente da Fundepar, Alessandro Oliveira, lembra que os projetos das novas escolas são concebidos com propostas mais avançadas, que leva em conta a acessibilidade e tecnologia, por exemplo. “A ideia é proporcionar uma estrutura melhor para os alunos, para fazer uma educação cada vez de melhor qualidade”, disse.

PRESENÇAS – O secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes; e o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Darlan Scalco, acompanharam a solenidade.