Coluna Esplanada do dia 16 de abril de 2019

Autodestruição

Assessores palacianos do presidente Jair Bolsonaro e do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, buscam uma saída verbal honrosa para a confusão que o presidente causou ao falar de improviso sobre “perdoar o holocausto”. Ao provocar involuntariamente os judeus mundo afora, Bolsonaro derrubou seu discurso de atração de investidores que fez em Davos, Nova York e Wanshington. A equipe tenta salvar ele e o Governo. Uma ideia é usar um grande evento internacional – ou uma entrevista a um canal de TV estrangeiro – para ele encerrar a polêmica. Mas há quem veja risco.

Resposta

Famílias judias bancam o Museu de História Natural de Nova York. Quem manda na cidade há séculos são os judeus. Isso contribuiu para o cancelamento do jantar de gala dentro do museu, em homenagem a Bolsonaro em maio.

Na moita

E o silêncio ensurdecedor do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu? A comunidade o pressiona de um lado, e de outro os empresários judeus temem que qualquer sinal seu contra Bolsonaro possa derrubar negócios bilionários com o Brasil.

Ecos da batalha

Não são coincidências as críticas do The NYT a Bolsonaro e o cancelamento do Museu de História. Tudo ocorreu depois da batalha verbal do prefeito Bill de Blasio com os defensores de Bolsonaro, a quem criticou.

Mais essa

No episódio de barrar o reajuste dos combustíveis pela Petrobras, Bolsonaro passou a imagem de intervencionista no mercado – justo o que as multinacionais temem quando pensam em investir na América do Sul.

Xerifado

A seção paranaense da Esmafe – Escola de Magistratura Federal vai cobrar até R$ 160 o ingresso para quem quiser assistir às palestras de Sérgio Moro, Deltan Dalagnol, Marcelo Bretas, Gebran Neto e outras estrelas do Judiciário. Será dia 13 de maio, em Curitiba, no “Congresso Nacional sobre Macrocriminalidade e Combate à Corrupção”. Um detalhe, os palestrantes não cobram cachê.

Centrão x Planalto

A série de boicotes à reforma da Previdência pelos partidos que integram o Centrão na Câmara tem irritado ministros do Planalto e o presidente Bolsonaro. A rodada de conversas na última semana entre o presidente e caciques dos partidos, como PP, PR, PSD, MDB e Solidariedade, não gerou resultados e rachou a articulação do governo.

Efeito

Bolsonaro, no entanto, diverge de auxiliares que falam em “engrossar o tom” com o bloco e defende a manutenção do diálogo para evitar novos atritos e derrotas na Câmara. O Centrão já se articula para comandar a Comissão Especial que vai analisar a PEC da Previdência depois da Comissão de Constituição e Justiça.

Impacto…

Prevista na PEC da Previdência, a alteração das alíquotas das contribuições dos servidores federais civis trará impacto fiscal positivo. Esse efeito decorre das elevadas remunerações pagas pela administração. De acordo com estimativas do Instituto Fiscal Independente, vinculado ao Senado, a mudança trará ganhos na receita de contribuição ao regime próprio da União de R$ 25,5 bilhões no acumulado de 2020 a 2029.

…positivo

O Relatório de Acompanhamento Fiscal de abril do Instituto também confirma que a redução da despesa previdenciária do RGPS, nos primeiros quatro anos da vigência da reforma, está estimada em R$ 76,1 bilhões: “O ganho fiscal é crescente, chegando a R$ 670,9 bilhões no horizonte de 10 anos”.

Oi, leitor

O jornal O DIA, do Rio de Janeiro, publica interessante série sobre o mercado de combustíveis de bandeira branca, desmitificando todas as fake news de concorrentes sobre o setor. Vale acompanhar.

 

 

 

 

 

 



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