Cascavel decreta emergência devido a risco do coronavírus

O prefeito Leonaldo Paranhos assinou ontem decreto definindo situação de emergência em Cascavel em relação à saúde pública, por 80 dias, devido ao risco de surto de coronavírus.

Reportagem: Josimar Bagatoli

Quando usar máscara de pano

O prefeito Leonaldo Paranhos (PSC) assinou ontem e encaminhou para publicação em Diário Oficial decreto definindo situação de emergência em Cascavel em relação à saúde pública, por 80 dias, devido ao risco de surto de coronavírus. Todos os casos devem ser notificados à Vigilância Sanitária, com isolamento domiciliar.

Ao Município, caberá fornecer medicação, orientação de equipamentos de proteção individual e monitorar a situação. “Estamos seguindo protocolo do Ministério da Saúde, seguindo tudo de maneira rigorosa”, afirmou o prefeito.

Na prática, o decreto permite ao Município a compra emergencial de insumos e medicamentos, caso necessário. Segundo o secretário de Saúde, Thiago Stefanello, a medida se justifica devido ao alto risco de surto, já que todos os dias aumenta a quantidade de casos notificados no País.

Outro problema latente é a dengue, que assola todo o Estado. Por conta do aumento de pessoas com o sintoma da doença em Cascavel, a secretaria vai contratar 20 médicos via PSS (Processo Seletivo Simplificado). A previsão é de que eles comecem a atender já no dia 17 de março.

Ambas as decisões foram anunciadas durante Escola de Governo, na manhã de ontem (3).

O encontro teve o foco na saúde. Stefanello apresentou um balanço da pasta, com números das 13 unidades básicas de saúde, 30 unidades de Saúde da Família, três Farmácias Básicas e três UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento). A cobertura em atenção básica passou de 55% em 2016 para 76%, com a meta de chegar a 90% ainda neste ano.

Apesar do aumento de 225 para 252 médicos em três anos, número ainda insuficiente.

Em pouco mais de três anos, o Município passou de 2,1 mil servidores para 2,4 mil. O aumento de Equipes de Saúde da Família passou de 27 para 49 (+81%). Com isso, houve aumento da demanda na saúde pública: as consultas aumentaram 91%, passando de 108 mil em 2016 para 209 mil em 2019. Na atenção primária as consultas passaram de 263 mil para 386 mil, aumento de 46%.

O repasse de verbas para a Saúde em três anos soma R$ 757,7 milhões. “Esses resultados estão relacionados aos investimentos feitos nesses anos e ainda tem muito mais. Estimamos que o investimento chegará a R$ 1 bilhão na saúde”, disse o prefeito Leonaldo Paranhos.

Um dos destaques é a implantação do PAI (Programa de Atendimento Imediato), que prevê internação de pacientes com risco iminente de morte em leitos particulares. Até o momento houve sete acionamentos. Uma paciente foi internada, mas veio a óbito. O custo da internação ficou em R$ 5,4 mil. O segundo caso foi levado ao Bom Jesus (Toledo), onde permanece internado. No terceiro caso, a internação durou três dias no São Lucas, então o paciente foi transferido para vaga do SUS. Os outros quatro protocolos foram abertos, mas surgiram leitos SUS.

 

 

 

Mosquito da dengue nas áreas externas


Fale com a Redação

3 × 4 =