BNDES registra lucro de R$ 11,1 bi no primeiro trimestre de 2019

O resultado representa um crescimento de 436,7% em comparação ao mesmo período do ano passado

Rio de Janeiro – O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) registrou lucro de R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre de 2019. O resultado representa um crescimento de 436,7% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o lucro ficou em R$ 2,1 bilhões. “Mostra que o BNDES continua muito vigoroso”, disse o presidente do banco, Joaquim Levy, que participa de entrevista na sede da instituição para explicar o balanço do primeiro trimestre de 2019.

Também no trimestre o resultado do BNDES com participações societárias foi 725,5% superior ao atingido nos três primeiros meses de 2018.

Segundo o BNDES, esse é um dos fatores que contribuíram para o resultado foi o desempenho positivo com participações societárias do Sistema BNDES (incluindo BNDESPAR) no primeiro trimestre de 2019, de R$ 12,5 bilhões. Esse valor refletiu o crescimento de R$ 9,3 bilhões (1081,0%) do resultado com alienações de investimentos, de acordo com Levy, com destaque para a alienação de ações da Fibria, Perrobras, Vale e Rede.

Conforme o banco o lucro também reflete o aumento de R$ 1,1 bilhão do produto com intermediação financeira, representando 45% a mais que o primeiro trimestre de 2018, como resultado da redução da dívida com o Tesouro Nacional ao longo do ano passado, processo que foi retomado em 2019.

Devolução de R$ 48 bi ao Tesouro

O presidente do BNDES, Joaquim Levy, confirmou ontem o pagamento ainda em maio de R$ 30 bilhões ao Tesouro Nacional, parte de um empréstimo tomado pelo banco entre 2008 e 2014.

Segundo Levy, nos primeiros cinco meses de 2019, o banco deverá enviar ao governo R$ 48 bilhões. Do total enviado, R$ 8 bilhões serão na forma de tributos e R$ 1,6 bilhão em dividendos, correspondente a 25% do lucro, o mínimo legal previsto.

Levy chamou a atenção para prática usual em anos anteriores no banco, quando 100% do lucro era distribuído, o que foi interrompido em 2015. “Estamos mandando R$ 48 bilhões para Brasília para ajudar a economia brasileira”, afirmou Levy.

Dados das demonstrações financeiras do BNDES sugerem que a instituição terá caixa suficiente para devolver R$ 126 bilhões ao Tesouro neste ano.

Levy estima que ainda este ano poderá ser iniciada a privatização do setor de saneamento, depois do executivo ter sido cobrado na última semana pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para que o “S” de BNDES se transformasse em soluções para o setor menos desenvolvido do País.

 

 



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