Cascavel – A Campanha de Atualização dos Rebanhos acaba no próximo dia 30 no Paraná, quando completam os sete meses do início, mas, de acordo com a Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), no Estado, 70% das comprovações foram realizadas. Ou se, a dez dias do fim do prazo, 30% dos produtores ainda não fizeram a atualização.

Segundo a Adapar, 230 mil propriedades no Paraná devem atualizar seus rebanhos, medida adotada em substituição à campanha de vacinação contra a febre aftosa, que desde o ano passado não acontece mais. Ao todo, o Paraná tem 9 milhões de bovinos, 6 milhões de suínos, 20 mil aviários e 200 mil cavalos.

Na região oeste, que é dividida em duas unidades regionais: Toledo, que compreende 20 municípios, e Cascavel, que compreende 28 cidades.

De acordo com levantamento realizado pelo gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, na regional de Toledo, 77% dos produtores já realizaram a atualização.

Já na regional de Cascavel, o percentual é menor: 67% dos produtores fizeram o cadastro, e outros 33% devem ficar atentos e buscar regularizar a situação até o próximo dia 30.

Como fazer?

O produtor pode atualizar o rebanho on-line, pelo site produtor.adapar.pr.gov.br/comprovacaorebanho. Para realizar a comprovação, o produtor deve estar cadastrado na Central de Segurança do Estado do Paraná. A atualização também pode ser feita presencialmente em sindicatos rurais, prefeituras ou unidades locais da Adapar.

A atualização do rebanho substitui as campanhas de vacinação contra febre aftosa que eram feitas duas vezes por ano, em maio e novembro. A última campanha de vacinação no Paraná foi em maio de 2019.

Sem a imunização, os produtores devem continuar informando o inventário animal duas vezes por ano, mas, neste ano, em função pandemia do novo coronavírus, a campanha de maio foi emendada com a de novembro, assim, o prazo para que o produtor realize a atualização teve início no dia 1º de maio e termina neste dia 30 de novembro.

 

E se não atualizar?

A atualização é obrigatória e o produtor que não a fizer não poderá obter a GTA (Guia de Trânsito Animal), documento que permite a movimentação de animais entre propriedades e para abate nos frigoríficos.

A partir de 1º de dezembro, o produtor que não atualizou o rebanho estará sujeito a outras penalidades previstas na legislação, como a autuação e o pagamento de multa, que pode variar de acordo com a quantidade de animais não declarados. A multa vai incidir sobre cada animal não declarado, a partir de 1 UPF (Unidade Padrão Fiscal), que atualmente vale aproximadamente R$ 100.

 

Área livre de febre aftosa

O Paraná foi reconhecido nacionalmente como Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação em 1º de setembro deste ano, conforme Instrução Normativa 52/2020 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A medida deixou o Estado mais perto do reconhecimento internacional pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). O Ministério já formalizou o pedido à OIE, que está avaliando o relatório do Paraná. Caso seja aprovado, o reconhecimento deve ocorrer em maio de 2021.

A certificação vai possibilitar a abertura de novos mercados e investimentos para as cadeias de suíno, peixe, frango, leite e bovinocultura de corte.